Publicação
Think Tanks e a sua influência nas políticas energéticas europeias
| Resumo: | A complexidade técnica da área energética e das matérias políticas, sociais e económicas abordadas em torno deste tema necessitam de uma ligação entre o conhecimento e a política, visto que os governos e os estados por muitas vezes lidam com contextos nos quais é difícil obter informação relevante, atualizada e conhecimento para justificar algumas das suas decisões e respetivas consequências. Os think tanks assumem assim um papel fundamental no que toca às decisões das políticas energéticas, exercendo uma influência crucial, nomeadamente na União Europeia. Dado o panorama energético, não só na escala europeia mas também a nível mundial, e as constantes mudanças que se têm observado nas últimas décadas, com um maior enfoque nas interconexões das redes entre países da UE, na integração das energias renováveis e num compromisso cada vez maior para atingir as metas de descarbonização impostas pelo objetivos traçados para 2020 e 2030, é importante entender quem são os think tanks que podem influenciar os decisores políticos, como pensam, de que forma são eles próprios influenciados e que políticas promovem. Deste modo, a presente dissertação teve como objetivo avaliar o papel de quatro dos principais e mais influentes think tanks junto da União Europeia na área de política energética. Foram numa primeira fase avaliados alguns dos seus comportamentos típicos e de que forma podem influenciar ou ser influenciados pelo lóbis de empresas ou organismos governamentais. Foi ainda analisada a linha de pensamento para cada área de enfoque energética, de forma a estudar a sua evolução de pensamento e de que modo se encontram alinhados com os pacotes energéticos lançados pela União Europeia, com o intuito de entender como poderão ter influenciado os decisores políticos. Os resultados obtidos permitiram concluir uma possível influência dos think tanks estudados sobre o pacote Clean Energy For All Europeans e em algumas metas estipuladas no pacote An Energy Policy For Europe. Quanto ao seu comportamento, de acordo com a literatura estudada e a metodologia implementada, foram analisados possíveis lóbis por parte de empresas que financiam os think tanks em determinadas áreas abordadas por estas instituições. No entanto, é necessário um estudo posterior que permita avaliar mais concretamente esta possível influência. |
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| Autores principais: | Costa, Maria Margarida Marques Galo |
| Assunto: | Think tanks Políticas energéticas Lóbis Decisores políticos Teses de mestrado - 2018 |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A complexidade técnica da área energética e das matérias políticas, sociais e económicas abordadas em torno deste tema necessitam de uma ligação entre o conhecimento e a política, visto que os governos e os estados por muitas vezes lidam com contextos nos quais é difícil obter informação relevante, atualizada e conhecimento para justificar algumas das suas decisões e respetivas consequências. Os think tanks assumem assim um papel fundamental no que toca às decisões das políticas energéticas, exercendo uma influência crucial, nomeadamente na União Europeia. Dado o panorama energético, não só na escala europeia mas também a nível mundial, e as constantes mudanças que se têm observado nas últimas décadas, com um maior enfoque nas interconexões das redes entre países da UE, na integração das energias renováveis e num compromisso cada vez maior para atingir as metas de descarbonização impostas pelo objetivos traçados para 2020 e 2030, é importante entender quem são os think tanks que podem influenciar os decisores políticos, como pensam, de que forma são eles próprios influenciados e que políticas promovem. Deste modo, a presente dissertação teve como objetivo avaliar o papel de quatro dos principais e mais influentes think tanks junto da União Europeia na área de política energética. Foram numa primeira fase avaliados alguns dos seus comportamentos típicos e de que forma podem influenciar ou ser influenciados pelo lóbis de empresas ou organismos governamentais. Foi ainda analisada a linha de pensamento para cada área de enfoque energética, de forma a estudar a sua evolução de pensamento e de que modo se encontram alinhados com os pacotes energéticos lançados pela União Europeia, com o intuito de entender como poderão ter influenciado os decisores políticos. Os resultados obtidos permitiram concluir uma possível influência dos think tanks estudados sobre o pacote Clean Energy For All Europeans e em algumas metas estipuladas no pacote An Energy Policy For Europe. Quanto ao seu comportamento, de acordo com a literatura estudada e a metodologia implementada, foram analisados possíveis lóbis por parte de empresas que financiam os think tanks em determinadas áreas abordadas por estas instituições. No entanto, é necessário um estudo posterior que permita avaliar mais concretamente esta possível influência. |
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