Publicação
Além do inferno: A política de Dante Alighieri em 9 círculos
| Resumo: | Este estudo propõe uma análise dos nove círculos do Inferno de Dante Alighieri à luz de várias teorias políticas, estabelecendo conexões entre as alegorias de Dante e os conceitos políticos modernos. Assim, questiono a maneira tradicional de interpretar o significado de Dante como limitado ao seu contexto histórico e religioso, evidente nas pesquisas de autores como Joan M. Ferrante, Barbara Barclay Carter, Brenda Deen Schildgen e Allan H. Gilbert. Através de uma análise interpretativa, explora-se como Dante utiliza figuras históricas e eventos de sua época para criticar a corrupção, a violência e a injustiça política, traçando paralelos com pensadores como John Rawls, Michel Foucault, Pierre Bourdieu, Niccolò Machiavelli, entre outros, demonstrando assim a relevância contínua da obra para o debate sobre poder e justiça social. A metodologia adotada integra uma abordagem interpretativista, contextualizando a obra de Dante dentro de um ambiente político medieval e projetando suas implicações para os tempos contemporâneos. Conclui-se que, enquanto a violência e o poder podem sustentar temporariamente os regimes, a ordem política, para ser duradoura, deve se basear em princípios éticos e morais. Dante revela que a violência, a tirania e a corrupção levam à degradação tanto da alma quanto da sociedade, um tema que ressoa com as críticas modernas ao poder e à justiça social. Abordar a obra de Dante dessa maneira também contribui para superar as limitações éticas e políticas tanto do Maquiavelismo quanto de estudiosos dentro da tradição do pensamento político histórico e de interpretação literária de Dante tais como Larry Peterman, Teodolinda Barolini, Charles T. Davis entre outros, bem como estudiosos da democracia radical como William Sokoloff. |
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| Autores principais: | Santos, Danillo Caldeira dos |
| Assunto: | Divina Comédia; Inferno; Dante Alighieri; Nicolau Maquiavel; John Rawls; Michel Foucault; Pierre Bourdieu; William Sokoloff; John Stuart Mill; Robert Dahl; Rose Ackerman; Carl Schmitt; filosofia política; Divine Comedy; political philosophy. |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este estudo propõe uma análise dos nove círculos do Inferno de Dante Alighieri à luz de várias teorias políticas, estabelecendo conexões entre as alegorias de Dante e os conceitos políticos modernos. Assim, questiono a maneira tradicional de interpretar o significado de Dante como limitado ao seu contexto histórico e religioso, evidente nas pesquisas de autores como Joan M. Ferrante, Barbara Barclay Carter, Brenda Deen Schildgen e Allan H. Gilbert. Através de uma análise interpretativa, explora-se como Dante utiliza figuras históricas e eventos de sua época para criticar a corrupção, a violência e a injustiça política, traçando paralelos com pensadores como John Rawls, Michel Foucault, Pierre Bourdieu, Niccolò Machiavelli, entre outros, demonstrando assim a relevância contínua da obra para o debate sobre poder e justiça social. A metodologia adotada integra uma abordagem interpretativista, contextualizando a obra de Dante dentro de um ambiente político medieval e projetando suas implicações para os tempos contemporâneos. Conclui-se que, enquanto a violência e o poder podem sustentar temporariamente os regimes, a ordem política, para ser duradoura, deve se basear em princípios éticos e morais. Dante revela que a violência, a tirania e a corrupção levam à degradação tanto da alma quanto da sociedade, um tema que ressoa com as críticas modernas ao poder e à justiça social. Abordar a obra de Dante dessa maneira também contribui para superar as limitações éticas e políticas tanto do Maquiavelismo quanto de estudiosos dentro da tradição do pensamento político histórico e de interpretação literária de Dante tais como Larry Peterman, Teodolinda Barolini, Charles T. Davis entre outros, bem como estudiosos da democracia radical como William Sokoloff. |
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