Publicação
Estudo molecular de doentes com dislipidemia familiar
| Resumo: | A lipase lipoproteica (LPL) desempenha um papel fundamental no metabolismo dos trigliceridos, sendo responsável pela sua hidrólise em ácidos gordos e glicerol. Alterações neste gene têm sido verificadas em doentes com Deficiência Familiar em LPL (FLLD) e Dislipidemia Familiar Combinada (FCHL), conduzindo a uma perda total ou parcial da funcionalidade da enzima. Os doentes afectados por estas dislipidemias apresentam geralmente hipertrigliceridemia, que vários estudos demonstram ser um factor de risco independente para doenças cardiovasculares. Frequentemente estes doentes sofrem de episódios recorrentes de pancreatite aguda. Algumas apolipoproteínas também têm sido relacionadas com os níveis séricos de trigliceridos e o gene USF1 (Upstream Transcription Factor 1) parece estar envolvido na FCHL. O objectivo deste estudo é identificar alterações genéticas responsáveis pela hipertrigliceridemia em doentes com suspeita clínica de FLLD e doentes com fenótipo sugestivo de FCHL, recorrendo ao estudo molecular do gene LPL, dos genes que codificam para as apolipoproteínas apo A-IV, apo A-V, apo C-II e apo C-III e do USF1. Entre Janeiro e Setembro de 2008 foram analisados 20 casos índex e 10 familiares. Os 10 exões e promotor da LPL, todos os exões codificantes das apolipoproteínas e as regiões contendo os dois polimorfismos do USF1 associados à FCHL foram amplificados por PCR e submetidos a sequenciação directa. O estudo de grandes rearranjos no gene LPL foi efectuado por MLPA. Dos 20 casos estudados, 7 (35%) não apresentaram alterações em nenhum dos genes em estudo, 6 (30%) apresentaram alterações no gene LPL, 1 (5%) apresentou alteração no gene APOA-IV, 6 (30%) apresentaram alterações no gene APOA-V e 11 (55%) apresentaram alterações no gene USF1. Não foram identificadas alterações nos genes APOC-II e APOC-III. A identificação de alterações genéticas responsáveis pela hipertrigliceridemia permite a correcta identificação da patologia e a detecção precoce dos familiares afectados, permitindo uma melhor orientação terapêutica, com a subsequente redução no risco de doenças cardiovasculares prematuras. |
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| Autores principais: | Santos, Tânia Afonso Rocha Simão Branco dos, 1984- |
| Assunto: | Genética molecular Hipertrigliceridemia Dislipidemia familiar Teses de mestrado - 2008 |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A lipase lipoproteica (LPL) desempenha um papel fundamental no metabolismo dos trigliceridos, sendo responsável pela sua hidrólise em ácidos gordos e glicerol. Alterações neste gene têm sido verificadas em doentes com Deficiência Familiar em LPL (FLLD) e Dislipidemia Familiar Combinada (FCHL), conduzindo a uma perda total ou parcial da funcionalidade da enzima. Os doentes afectados por estas dislipidemias apresentam geralmente hipertrigliceridemia, que vários estudos demonstram ser um factor de risco independente para doenças cardiovasculares. Frequentemente estes doentes sofrem de episódios recorrentes de pancreatite aguda. Algumas apolipoproteínas também têm sido relacionadas com os níveis séricos de trigliceridos e o gene USF1 (Upstream Transcription Factor 1) parece estar envolvido na FCHL. O objectivo deste estudo é identificar alterações genéticas responsáveis pela hipertrigliceridemia em doentes com suspeita clínica de FLLD e doentes com fenótipo sugestivo de FCHL, recorrendo ao estudo molecular do gene LPL, dos genes que codificam para as apolipoproteínas apo A-IV, apo A-V, apo C-II e apo C-III e do USF1. Entre Janeiro e Setembro de 2008 foram analisados 20 casos índex e 10 familiares. Os 10 exões e promotor da LPL, todos os exões codificantes das apolipoproteínas e as regiões contendo os dois polimorfismos do USF1 associados à FCHL foram amplificados por PCR e submetidos a sequenciação directa. O estudo de grandes rearranjos no gene LPL foi efectuado por MLPA. Dos 20 casos estudados, 7 (35%) não apresentaram alterações em nenhum dos genes em estudo, 6 (30%) apresentaram alterações no gene LPL, 1 (5%) apresentou alteração no gene APOA-IV, 6 (30%) apresentaram alterações no gene APOA-V e 11 (55%) apresentaram alterações no gene USF1. Não foram identificadas alterações nos genes APOC-II e APOC-III. A identificação de alterações genéticas responsáveis pela hipertrigliceridemia permite a correcta identificação da patologia e a detecção precoce dos familiares afectados, permitindo uma melhor orientação terapêutica, com a subsequente redução no risco de doenças cardiovasculares prematuras. |
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