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Reviver o Braço de Prata

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Resumo:O território oriental de Lisboa cresceu segundo as necessidades impostas pelo desenvolvimento industrial, transformando a antiga paisagem de palácios, quintas e conventos, numa paisagem dominada pela silhueta da indústria. Contudo, a gradual desocupação e relocalização de diversas fábricas no final do século XX, conduziram à drástica desindustrialização e abandono deste território oriental da cidade, perdendo a sua vitalidade social, outrora existente. Agora, estes vazios pós-industriais são ruínas e espaços residuais obsoletos, um eco da sua existência edificada que surgem como elementos carentes de (re)ocupação, requalificação e reabilitação. O exercício proposto neste Projeto Final de Mestrado é refletir sobre os valores e potencialidades destes vazios pós-industriais, propondo estratégias urbanas que permitam (re)viver um desses espaços: o Braço de Prata. Neste contexto, a intervenção urbana focou-se na reabilitação, revitalização, regeneração e requalificação da frente-ribeirinha, procurando articular o Património Industrial com os princípios contemporâneos de Comunidade, ao sugerir uma ocupação edificada de usos mistos que conjuguem a reminiscente atividade industrial e laboral, com os complexos habitacionais previstos em Planos de Pormenor pré-existentes para o Braço de Prata. Com o propósito de preservar a memória industrial do Braço de Prata e estabelecer uma relação direta entre Património Industrial e Comunidade, optou-se por intervir na antiga fábrica “A Tabaqueira”, propondo a conversão da sua ruína num polo de Indústrias Criativas, com a intenção de o transformar no núcleo pelo qual se desenvolve o desenho urbano e as suas vivências sociais. As características flexíveis deste edifício, associadas ao sonho de manter os edifícios industriais como elementos fundamentais da realidade urbana, história e memória da Lisboa oriental, motivaram a adoção de um programa arquitetónico que permita a mutabilidade do espaço físico e a sua adaptação a novos usos, renovando o edifício numa “casca” intemporal capaz de comportar as transformações sociais e urbanas da cidade.
Autores principais:Jacinto, Filipa Borges
Assunto:Revitalização urbana Património industrial Comunidade Indústrias criativas Coworking Urban revitalization Industrial heritage Community Creative industries
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O território oriental de Lisboa cresceu segundo as necessidades impostas pelo desenvolvimento industrial, transformando a antiga paisagem de palácios, quintas e conventos, numa paisagem dominada pela silhueta da indústria. Contudo, a gradual desocupação e relocalização de diversas fábricas no final do século XX, conduziram à drástica desindustrialização e abandono deste território oriental da cidade, perdendo a sua vitalidade social, outrora existente. Agora, estes vazios pós-industriais são ruínas e espaços residuais obsoletos, um eco da sua existência edificada que surgem como elementos carentes de (re)ocupação, requalificação e reabilitação. O exercício proposto neste Projeto Final de Mestrado é refletir sobre os valores e potencialidades destes vazios pós-industriais, propondo estratégias urbanas que permitam (re)viver um desses espaços: o Braço de Prata. Neste contexto, a intervenção urbana focou-se na reabilitação, revitalização, regeneração e requalificação da frente-ribeirinha, procurando articular o Património Industrial com os princípios contemporâneos de Comunidade, ao sugerir uma ocupação edificada de usos mistos que conjuguem a reminiscente atividade industrial e laboral, com os complexos habitacionais previstos em Planos de Pormenor pré-existentes para o Braço de Prata. Com o propósito de preservar a memória industrial do Braço de Prata e estabelecer uma relação direta entre Património Industrial e Comunidade, optou-se por intervir na antiga fábrica “A Tabaqueira”, propondo a conversão da sua ruína num polo de Indústrias Criativas, com a intenção de o transformar no núcleo pelo qual se desenvolve o desenho urbano e as suas vivências sociais. As características flexíveis deste edifício, associadas ao sonho de manter os edifícios industriais como elementos fundamentais da realidade urbana, história e memória da Lisboa oriental, motivaram a adoção de um programa arquitetónico que permita a mutabilidade do espaço físico e a sua adaptação a novos usos, renovando o edifício numa “casca” intemporal capaz de comportar as transformações sociais e urbanas da cidade.