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Comparação dos procedimentos cirúrgicos de ovariectomia e ovariohisterectomia laparoscópicas em cadelas utilizando uma técnica de três acessos paramedianos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A ovariectomia e a ovariohisterectomia laparoscópicas são cada vez mais uma alternativa viável às abordagens convencionais de esterilização em Medicina Veterinária, estando estas técnicas de cirurgia de mínima invasão associadas a períodos de recuperação mais curtos e com menos dor. Com este trabalho pretendeu-se realizar um estudo comparativo entre as técnicas de OVE e OVH laparoscópicas utilizando três acessos paramedianos e recorrendo a uma agulha de Veress para entrada na cavidade abdominal. Procedeu-se depois à comparação dos dois procedimentos e à comprovação da sua eficácia através da análise dos resultados obtidos durante a sua execução, tendo em conta a ocorrência de complicações observadas. O estudo abrangeu trinta cadelas divididas em dois grupos, de acordo com a técnica laparoscópica utilizada: Grupo I- OVE laparoscópica (20 animais); Grupo II- OVH laparoscópica (10 animais). No decorrer dos procedimentos cirúrgicos registou-se o tempo cirúrgico, a duração de cada uma das etapas cirúrgicas (insuflação, instrumentação e sutura) e a ocorrência de lesões iatrogénicas e outras complicações. O tempo cirúrgico médio do Grupo I (35,35 ± 10,88 minutos) foi inferior ao do Grupo II (69,8 ± 29,09 minutos), tendo sido observada uma relação significativa entre o tempo cirúrgico e cada uma das técnicas cirúrgicas utilizadas. Foram observadas complicações perioperatórias em 23,33% (n=7) dos animais, nomeadamente laceração esplénica (3), dificuldade na inserção do 1º trocarte (1), dificuldade na punção inicial (1), aprisionamento do omento na sutura (1) e conversão para laparotomia (1), não havendo diferença significativa entre grupos. Todos os animais tiveram um período de recuperação pós-cirúrgica bastante rápido e sem problemas, para além de uma deiscência de sutura que ocorreu num animal do Grupo II. Os dados recolhidos sugerem a cirurgia de mínima invasão como alternativa viável e segura para a esterilização eletiva de cadelas. No entanto, as limitações deste estudo tornam necessária a recolha adicional de dados que permitam a obtenção de conclusões mais significativas.
Autores principais:Poupado, Diogo Faria
Assunto:Ovariectomia ovariohisterectomia laparoscopia agulha Veress canídeo ovariectomy ovariohysterectomy laparoscopy Veress needle canine
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A ovariectomia e a ovariohisterectomia laparoscópicas são cada vez mais uma alternativa viável às abordagens convencionais de esterilização em Medicina Veterinária, estando estas técnicas de cirurgia de mínima invasão associadas a períodos de recuperação mais curtos e com menos dor. Com este trabalho pretendeu-se realizar um estudo comparativo entre as técnicas de OVE e OVH laparoscópicas utilizando três acessos paramedianos e recorrendo a uma agulha de Veress para entrada na cavidade abdominal. Procedeu-se depois à comparação dos dois procedimentos e à comprovação da sua eficácia através da análise dos resultados obtidos durante a sua execução, tendo em conta a ocorrência de complicações observadas. O estudo abrangeu trinta cadelas divididas em dois grupos, de acordo com a técnica laparoscópica utilizada: Grupo I- OVE laparoscópica (20 animais); Grupo II- OVH laparoscópica (10 animais). No decorrer dos procedimentos cirúrgicos registou-se o tempo cirúrgico, a duração de cada uma das etapas cirúrgicas (insuflação, instrumentação e sutura) e a ocorrência de lesões iatrogénicas e outras complicações. O tempo cirúrgico médio do Grupo I (35,35 ± 10,88 minutos) foi inferior ao do Grupo II (69,8 ± 29,09 minutos), tendo sido observada uma relação significativa entre o tempo cirúrgico e cada uma das técnicas cirúrgicas utilizadas. Foram observadas complicações perioperatórias em 23,33% (n=7) dos animais, nomeadamente laceração esplénica (3), dificuldade na inserção do 1º trocarte (1), dificuldade na punção inicial (1), aprisionamento do omento na sutura (1) e conversão para laparotomia (1), não havendo diferença significativa entre grupos. Todos os animais tiveram um período de recuperação pós-cirúrgica bastante rápido e sem problemas, para além de uma deiscência de sutura que ocorreu num animal do Grupo II. Os dados recolhidos sugerem a cirurgia de mínima invasão como alternativa viável e segura para a esterilização eletiva de cadelas. No entanto, as limitações deste estudo tornam necessária a recolha adicional de dados que permitam a obtenção de conclusões mais significativas.