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A construção da cidade pós-Quioto. Interface de transpostes, Sete Rios, Lisboa

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Resumo:Foi após o aparecimento dos primeiros fenómenos do aquecimento global que surgiram as discussões em torno da temática da mudança climática. O Protocolo de Quioto e a Conferência de Copenhaga assumem-se como alguns dos mais importantes acordos internacionais que definiram objectivos gerais e metas concretas no sentido de contrariar o aquecimento global e emissões de gases com efeito de estufa. Nas ultimas décadas a nível nacional e internacional foram vários os projectos urbanos e concursos lançados com o objectivo de melhorar e requalificar as cidades, tornando-as mais sustentáveis ambientalmente. Neste quadro inserem-se projectos e estratégias importantes a nível internacional, tais como: a consulta Le Grand Pari(s), London 2012, cidade de Masdar, e o Plano Nacional para as Alterações Climáticas em Portugal e a Estratégia Energético-Ambiental para Lisboa. Todos estes projectos e estratégias dão especial enfoque ao sector dos transportes, defendendo o uso e implementação de novos transportes públicos mais amigos do ambiente (bicicleta, carro eléctrico, etc). É neste contexto que surge o conceito de “Interface de Transportes”, infraestruturas urbanas que assumem um papel fundamental na rapidez e eficiência de mudança de transportes, ligadas à oferta de espaços de lazer, comércio, habitação e serviços. Os interfaces de transportes desempenham um papel importante na criação de “pólos de urbanidade”, um princípio fundamental na definição da cidade pós-Quioto. O conceito de interface e a ideia de intermodalidade são relativamente recentes em Portugal, daí o interesse em desenvolver um projecto urbano na zona de Sete Rios, uma área com grande convergência de fluxos, que se encontra actualmente desarticulada e disfuncional. Este projecto de intervenção surge em oposição ao Estudo Urbanístico encomendado pela CML para esta zona, uma vez que consideramos que Sete Rios constitui um importante nó de transportes criando assim um interface multifuncional, eficiente e denso, tanto no plano ambiental, como social e cultural O tema do “interface de transportes” desempenha um papel central neste relatório e na proposta projectual de requalificação da Estação de Sete Rios, desenvolvida nos anexos I e II. NOTA - A Biblioteca não recebeu qualquer anexo à data da recepção da presente dissertação.
Autores principais:Martins, Ricardo Barros Pombo
Assunto:Interface urbano Pólo urbano Sustentabilidade Intermobilidade Urban interface Urban Pole Sustianability Intermodality
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Foi após o aparecimento dos primeiros fenómenos do aquecimento global que surgiram as discussões em torno da temática da mudança climática. O Protocolo de Quioto e a Conferência de Copenhaga assumem-se como alguns dos mais importantes acordos internacionais que definiram objectivos gerais e metas concretas no sentido de contrariar o aquecimento global e emissões de gases com efeito de estufa. Nas ultimas décadas a nível nacional e internacional foram vários os projectos urbanos e concursos lançados com o objectivo de melhorar e requalificar as cidades, tornando-as mais sustentáveis ambientalmente. Neste quadro inserem-se projectos e estratégias importantes a nível internacional, tais como: a consulta Le Grand Pari(s), London 2012, cidade de Masdar, e o Plano Nacional para as Alterações Climáticas em Portugal e a Estratégia Energético-Ambiental para Lisboa. Todos estes projectos e estratégias dão especial enfoque ao sector dos transportes, defendendo o uso e implementação de novos transportes públicos mais amigos do ambiente (bicicleta, carro eléctrico, etc). É neste contexto que surge o conceito de “Interface de Transportes”, infraestruturas urbanas que assumem um papel fundamental na rapidez e eficiência de mudança de transportes, ligadas à oferta de espaços de lazer, comércio, habitação e serviços. Os interfaces de transportes desempenham um papel importante na criação de “pólos de urbanidade”, um princípio fundamental na definição da cidade pós-Quioto. O conceito de interface e a ideia de intermodalidade são relativamente recentes em Portugal, daí o interesse em desenvolver um projecto urbano na zona de Sete Rios, uma área com grande convergência de fluxos, que se encontra actualmente desarticulada e disfuncional. Este projecto de intervenção surge em oposição ao Estudo Urbanístico encomendado pela CML para esta zona, uma vez que consideramos que Sete Rios constitui um importante nó de transportes criando assim um interface multifuncional, eficiente e denso, tanto no plano ambiental, como social e cultural O tema do “interface de transportes” desempenha um papel central neste relatório e na proposta projectual de requalificação da Estação de Sete Rios, desenvolvida nos anexos I e II. NOTA - A Biblioteca não recebeu qualquer anexo à data da recepção da presente dissertação.