Publicação
Effort to win versus effort to avoid losing : relation to loss aversion and alterations in Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder
| Resumo: | A presente tese foca-se no estudo da tomada de decisão baseada no esforço. Para tal, desenvolvemos uma tarefa computacional e usamo-la em dois projetos diferentes. No primeiro projeto, usamo-la para investigar se as pessoas executam mais esforço para evitar perdas do que para ganhar. Este estudo foi motivado pela longa evidência acerca da aversão à perda (isto é, que perdas têm maior impacto do que ganhos). Na nossa tarefa os participantes escolhem e executam esforço em situações em que podem evitar perder pontos e em situações em que podem ganhar pontos. A tarefa foi desenhada de forma a minimizar a influência do desconto temporal e de risco. Analisando os resultados, observámos que as pessoas executaram mais esforço para evitar perder do que para ganhar. Este comportamento manteve-se mesmo após transformando os ganhos e as perdas para a mesma escala de magnitude usando os coeficientes individuais de aversão à perda (estimados através de uma tarefa com um procedimento clássico na área de neuro economia). Uma possível explicação para este resultado é que haja diferentes sistemas cerebrais em relação a gostar/decisão e querer/execução de uma ação. No segundo projecto, usámos novamente a tarefa desenvolvida e testamo-la em crianças e adolescentes com Perturbação de Atenção/Défice de Hiperactividade (PHDA) com e sem medicação (metilfenidato). Neste estudo, crianças e adolescentes saudáveis com sexo e idades semelhantes também realizaram a tarefa duas vezes, permitindo o estudo do efeito da doença e da medicação. A doença levou a uma pior execução quando comparando doentes na sessão sem medicação com controlos; e a medicação reverteu este efeito. Estes resultados são congruentes com a evidência que relaciona níveis de dopamina (DA) mais elevados com maior execução de esforço e, também, com a two-factor theory que se baseia na ideia que o término de um estímulo aversivo é visto como uma recompensa. Acreditamos que estudos como os aqui detalhados são de grande importância para estudar processos de decisão baseados em esforço e, consequentemente, défices motivacionais presentes em várias doenças psiquiátricas. |
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| Autores principais: | Farinha, Ana |
| Assunto: | Custo tomada de decisão aversão à perda motivação PHDA Cost decision making loss aversion motivation ADHD |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A presente tese foca-se no estudo da tomada de decisão baseada no esforço. Para tal, desenvolvemos uma tarefa computacional e usamo-la em dois projetos diferentes. No primeiro projeto, usamo-la para investigar se as pessoas executam mais esforço para evitar perdas do que para ganhar. Este estudo foi motivado pela longa evidência acerca da aversão à perda (isto é, que perdas têm maior impacto do que ganhos). Na nossa tarefa os participantes escolhem e executam esforço em situações em que podem evitar perder pontos e em situações em que podem ganhar pontos. A tarefa foi desenhada de forma a minimizar a influência do desconto temporal e de risco. Analisando os resultados, observámos que as pessoas executaram mais esforço para evitar perder do que para ganhar. Este comportamento manteve-se mesmo após transformando os ganhos e as perdas para a mesma escala de magnitude usando os coeficientes individuais de aversão à perda (estimados através de uma tarefa com um procedimento clássico na área de neuro economia). Uma possível explicação para este resultado é que haja diferentes sistemas cerebrais em relação a gostar/decisão e querer/execução de uma ação. No segundo projecto, usámos novamente a tarefa desenvolvida e testamo-la em crianças e adolescentes com Perturbação de Atenção/Défice de Hiperactividade (PHDA) com e sem medicação (metilfenidato). Neste estudo, crianças e adolescentes saudáveis com sexo e idades semelhantes também realizaram a tarefa duas vezes, permitindo o estudo do efeito da doença e da medicação. A doença levou a uma pior execução quando comparando doentes na sessão sem medicação com controlos; e a medicação reverteu este efeito. Estes resultados são congruentes com a evidência que relaciona níveis de dopamina (DA) mais elevados com maior execução de esforço e, também, com a two-factor theory que se baseia na ideia que o término de um estímulo aversivo é visto como uma recompensa. Acreditamos que estudos como os aqui detalhados são de grande importância para estudar processos de decisão baseados em esforço e, consequentemente, défices motivacionais presentes em várias doenças psiquiátricas. |
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