Publicação
Paisagem e o solo. A pedogénese como elemento estruturante no planejamento da cidade alargada
| Resumo: | As dinâmicas urbanas da Área Metropolitana de Lisboa (AML), influenciadas pelo mercado imobiliário e pela falta de planeamento sistémico, frequentemente negligenciam as estruturas ecológicas. Essa abordagem fragmentada ignora a importância de se pensar o espaço construído de forma integrada, que garanta um desenvolvimento equilibrado e sustentável. Apesar do crescente reconhecimento global do papel crucial do solo no equilíbrio ecológico e na resiliência das paisagens, este recurso ainda é subestimado em políticas públicas, tanto em Portugal como noutros países. O objetivo desta tese consiste em explorar o potencial do solo como uma ferramenta central no planeamento sustentável da cidade alargada. Em particular, a tese questiona como o solo pode contribuir para a sustentabilidade ecológica, social e económica das paisagens metropolitanas, nomeadamente na AML norte. Nesse sentido, a investigação procura (i) compreender as tendências de desenvolvimento da AML; (ii) analisar a importância do solo em diferentes contextos; e (iii) Entender o impacto e o papel do solo no desenho de uma paisagem sustentável. A metodologia utilizada combinou uma abordagem teórica e experimental, incluindo revisão bibliográfica, interpretação cartográfica e uma proposta de intervenção estratégica. Conclui-se sobre a necessidade de um novo paradigma de planeamento urbano para a AML, paradigma este que vê o solo não como uma camada inerte, mas como um recurso tridimensional e dinâmico, fundamental para a regeneração e valorização das paisagens urbanas através da pedogénese. Conclui-se ainda sobre a importância do desenvolvimento de soluções locais, adaptadas às realidades específicas, além de flexíveis o suficiente para responder às mudanças sociais e ambientais em diferentes escalas temporais. |
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| Autores principais: | Silva, Giulia Corsi Moreno da |
| Assunto: | Área Metropolitana de Lisboa planeamento urbano Paisagens Metropolitanas Ordenamento do Território espaços livres Lisbon Metropolitan Area urban planning Metropolitan Landscapes territorial planning open spaces |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As dinâmicas urbanas da Área Metropolitana de Lisboa (AML), influenciadas pelo mercado imobiliário e pela falta de planeamento sistémico, frequentemente negligenciam as estruturas ecológicas. Essa abordagem fragmentada ignora a importância de se pensar o espaço construído de forma integrada, que garanta um desenvolvimento equilibrado e sustentável. Apesar do crescente reconhecimento global do papel crucial do solo no equilíbrio ecológico e na resiliência das paisagens, este recurso ainda é subestimado em políticas públicas, tanto em Portugal como noutros países. O objetivo desta tese consiste em explorar o potencial do solo como uma ferramenta central no planeamento sustentável da cidade alargada. Em particular, a tese questiona como o solo pode contribuir para a sustentabilidade ecológica, social e económica das paisagens metropolitanas, nomeadamente na AML norte. Nesse sentido, a investigação procura (i) compreender as tendências de desenvolvimento da AML; (ii) analisar a importância do solo em diferentes contextos; e (iii) Entender o impacto e o papel do solo no desenho de uma paisagem sustentável. A metodologia utilizada combinou uma abordagem teórica e experimental, incluindo revisão bibliográfica, interpretação cartográfica e uma proposta de intervenção estratégica. Conclui-se sobre a necessidade de um novo paradigma de planeamento urbano para a AML, paradigma este que vê o solo não como uma camada inerte, mas como um recurso tridimensional e dinâmico, fundamental para a regeneração e valorização das paisagens urbanas através da pedogénese. Conclui-se ainda sobre a importância do desenvolvimento de soluções locais, adaptadas às realidades específicas, além de flexíveis o suficiente para responder às mudanças sociais e ambientais em diferentes escalas temporais. |
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