Publicação
Jeff Wall: fotografias à escala humana
| Resumo: | Seguindo o rasto de dois autores, foi meu interesse desenvolver alguns tópicos relacionados com fotografia, tradição pictórica e problemas de composição no contexto da arte contemporânea, especificamente em alguma da produção fotográfica feita a partir da década de 70. A obra de Jeff Wall é composta por imagens com múltiplas influências, como o cinema, a pintura, a literatura, o quotidiano e as experiências falhadas, Michael Fried ou os minimalistas. O resultado, muitas vezes exibido em caixas de luz numa escala quase humana, é inequivocamente fotográfico e visa repor o confronto entre artista, obra e espectador. Fruto de um caminho igualmente tortuoso, o trabalho teórico de Michael Fried contextualiza a fotografia de Jeff Wall na arte contemporânea, ligando-a simultaneamente às questões centrais da sua crítica, como a absorção e a convicção na composição, derivadas de uma certa tradição pictórica do realismo que remonta a Caravaggio, e encontra ecos na época de Diderot e no modernismo. Através da análise de algumas fotografias de Jeff Wall, constatei o carácter ontológico das mesmas, o que me conduziu a considerações mais gerais, relacionadas com a natureza da própria disciplina e com o seu vínculo à tradição pictórica. Estas considerações reforçaram a minha convicção de que a arte é, forçosamente, uma construção, tanto mais sublime quanto mais espontânea parecer. |
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| Autores principais: | Miranda, Helena A. |
| Assunto: | Wall,Jeff,1946- Fried, Michael, 1939- Fotografia artística Arte e fotografia Teses de mestrado - 2012 |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Seguindo o rasto de dois autores, foi meu interesse desenvolver alguns tópicos relacionados com fotografia, tradição pictórica e problemas de composição no contexto da arte contemporânea, especificamente em alguma da produção fotográfica feita a partir da década de 70. A obra de Jeff Wall é composta por imagens com múltiplas influências, como o cinema, a pintura, a literatura, o quotidiano e as experiências falhadas, Michael Fried ou os minimalistas. O resultado, muitas vezes exibido em caixas de luz numa escala quase humana, é inequivocamente fotográfico e visa repor o confronto entre artista, obra e espectador. Fruto de um caminho igualmente tortuoso, o trabalho teórico de Michael Fried contextualiza a fotografia de Jeff Wall na arte contemporânea, ligando-a simultaneamente às questões centrais da sua crítica, como a absorção e a convicção na composição, derivadas de uma certa tradição pictórica do realismo que remonta a Caravaggio, e encontra ecos na época de Diderot e no modernismo. Através da análise de algumas fotografias de Jeff Wall, constatei o carácter ontológico das mesmas, o que me conduziu a considerações mais gerais, relacionadas com a natureza da própria disciplina e com o seu vínculo à tradição pictórica. Estas considerações reforçaram a minha convicção de que a arte é, forçosamente, uma construção, tanto mais sublime quanto mais espontânea parecer. |
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