Publicação
Fundamentos neurobiológicos da sobredotação e patologia associada : investigação básica
| Resumo: | Introdução: O objetivo deste trabalho foi compreender quais os modelos explicativos sobre as bases neurobiológicas da sobredotação, de forma a perceber se existe uma via comum de neuropatologia entre sobredotação-doença orgânica. Foi igualmente levada a cabo uma investigação básica com as crianças da Associação Nacional de Intervenção e Estudos em Sobredotação (ANEIS), com a finalidade de analisar as características epidemiológicas e de saúde (física e psicológica) das mesmas. Materiais e métodos: os dados foram obtidos através da aplicação de um questionário aos pais, cujos educandos são membros da ANEIS. Resultados: Numa população de 50 crianças sobredotadas, obtiveram-se 33 respostas aos questionários. Obtivemos apenas 1 resposta, em que os pais não consideraram importante o papel da ANEIS no desenvolvimento dos filhos. Em 14 casos (42,4%) a frequência da associação deve-se a uma multiplicidade de fatores entre os quais: conflitos intrapessoais, relação com os pares e inadaptação escolar. Quanto ao bem-estar psicológico, 23 crianças (69,7%) necessitavam de apoio psicológico, a maioria por um problema específico, embora se tenha verificado a associação de vários fatores em 8 casos (24,2%). Ao nível da saúde física, averiguámos que estas crianças apresentaram, ao nascer, uma tendência para percentis abaixo do P50 nos diversos parâmetros antropométricos: peso, comprimento e perímetro cefálico (75,8%, 60,6%, 59,3%, respetivamente). Verificou-se que em 4 crianças (12,1%) existia uma malformação congénita e 21 (63,6%) apresentavam co-morbilidades; 84,8% das crianças é seguida por, pelo menos uma, especialidade médica. Constatámos que a grande maioria das crianças sobredotadas é dextra (81,8%). Conclusão: A literatura invoca para a evidência de uma via comum entre psicopatologia-sobredotação. Quanto ao estudo estatístico, apesar de se verificarem tendências para algumas características no perfil de saúde das crianças, não foi possível tirar conclusões sólidas devido à pequena dimensão da amostra. |
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| Autores principais: | Andrade, Cleópatra David Almada |
| Assunto: | Neuropatologia Criança superdotada Neurobiologia Pediatria |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: O objetivo deste trabalho foi compreender quais os modelos explicativos sobre as bases neurobiológicas da sobredotação, de forma a perceber se existe uma via comum de neuropatologia entre sobredotação-doença orgânica. Foi igualmente levada a cabo uma investigação básica com as crianças da Associação Nacional de Intervenção e Estudos em Sobredotação (ANEIS), com a finalidade de analisar as características epidemiológicas e de saúde (física e psicológica) das mesmas. Materiais e métodos: os dados foram obtidos através da aplicação de um questionário aos pais, cujos educandos são membros da ANEIS. Resultados: Numa população de 50 crianças sobredotadas, obtiveram-se 33 respostas aos questionários. Obtivemos apenas 1 resposta, em que os pais não consideraram importante o papel da ANEIS no desenvolvimento dos filhos. Em 14 casos (42,4%) a frequência da associação deve-se a uma multiplicidade de fatores entre os quais: conflitos intrapessoais, relação com os pares e inadaptação escolar. Quanto ao bem-estar psicológico, 23 crianças (69,7%) necessitavam de apoio psicológico, a maioria por um problema específico, embora se tenha verificado a associação de vários fatores em 8 casos (24,2%). Ao nível da saúde física, averiguámos que estas crianças apresentaram, ao nascer, uma tendência para percentis abaixo do P50 nos diversos parâmetros antropométricos: peso, comprimento e perímetro cefálico (75,8%, 60,6%, 59,3%, respetivamente). Verificou-se que em 4 crianças (12,1%) existia uma malformação congénita e 21 (63,6%) apresentavam co-morbilidades; 84,8% das crianças é seguida por, pelo menos uma, especialidade médica. Constatámos que a grande maioria das crianças sobredotadas é dextra (81,8%). Conclusão: A literatura invoca para a evidência de uma via comum entre psicopatologia-sobredotação. Quanto ao estudo estatístico, apesar de se verificarem tendências para algumas características no perfil de saúde das crianças, não foi possível tirar conclusões sólidas devido à pequena dimensão da amostra. |
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