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Construir no construído. Espaços intersticiais no morgadio dos Saldanha em Lisboa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A cidade tem no solo em que assenta o seu maior recurso. O edificado tem um ciclo de vida que motiva o surgimento de novos espaços de oportunidade, espaços intersticiais no limiar de propriedades e construções, que podem potenciar a reciclagem dessas áreas. Fazer face ao desenvolvimento da sociedade implica manter actualizada a estrutura física que a suporta, num contínuo processo de construir no construído que altera a sua forma e, consequentemente, o modo de comunicar significados e memórias. O valor atribuído à cidade (a estima com que esta é habitada) é uma questão fulcral nas intervenções actuais, pelo que se estudam as potencialidades de relação com a envolvente (patrimonial ou não) e a sua manutenção como vínculo de memória, reforçando significados, aproximando tempos e ideais de construção e conferindo um incremento valorativo à estima pública. O projecto desenvolve-se nos espaços intersticiais do antigo morgadio dos Saldanha, à Junqueira. A análise e compreensão histórica, formal e sociocultural permitiu identificar os elementos formais preponderantes na construção de imagens mentais e memórias daquele lugar. Estes foram analisados, reinterpretados à luz da contemporaneidade e utilizados para relacionar e reforçar tempos distintos de intervenção. A utilização dos espaços intersticiais como área útil da cidade consolidada permite a densificação do uso do solo em centros e bairros onde a escassez de solo edificável é um problema.
Autores principais:Martins, Inês de Oliveira
Assunto:Imagem Integração Interticial Rua da Junqueira Quinta do Monte do Carmo Image Iteraction
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A cidade tem no solo em que assenta o seu maior recurso. O edificado tem um ciclo de vida que motiva o surgimento de novos espaços de oportunidade, espaços intersticiais no limiar de propriedades e construções, que podem potenciar a reciclagem dessas áreas. Fazer face ao desenvolvimento da sociedade implica manter actualizada a estrutura física que a suporta, num contínuo processo de construir no construído que altera a sua forma e, consequentemente, o modo de comunicar significados e memórias. O valor atribuído à cidade (a estima com que esta é habitada) é uma questão fulcral nas intervenções actuais, pelo que se estudam as potencialidades de relação com a envolvente (patrimonial ou não) e a sua manutenção como vínculo de memória, reforçando significados, aproximando tempos e ideais de construção e conferindo um incremento valorativo à estima pública. O projecto desenvolve-se nos espaços intersticiais do antigo morgadio dos Saldanha, à Junqueira. A análise e compreensão histórica, formal e sociocultural permitiu identificar os elementos formais preponderantes na construção de imagens mentais e memórias daquele lugar. Estes foram analisados, reinterpretados à luz da contemporaneidade e utilizados para relacionar e reforçar tempos distintos de intervenção. A utilização dos espaços intersticiais como área útil da cidade consolidada permite a densificação do uso do solo em centros e bairros onde a escassez de solo edificável é um problema.