Publicação
Perfil parasitológico em frangos do campo
| Resumo: | A prevalência da maior parte das doenças parasitárias em avicultura dita industrial, tem vindo a diminuir com o passar dos anos. Uma das principais causas para este facto foi o avanço e evolução que esta actividade teve a nível de maneio, higiene e sistema de produção. Contudo, em relação à criação de frangos de campo, devido ao modo como é feita essa criação, ao ar livre a partir de certa idade, as aves podem ficar expostas a um grande número de possíveis hospedeiros intermediários que veiculam potenciais parasitas, estando assim em teoria, mais predispostos a desenvolver certas doenças parasitológicas em relação aos frangos criados de forma industrial. O principal objectivo deste estudo foi caracterizar o perfil parasitológico do frango do campo através da utilização de diferentes exames parasitológicos. Diferentes técnicas de diagnóstico (análise fecal e de penas e observação de esfregaços sanguíneos) foram utilizadas para identificar a fauna parasitológica em 270 amostras (90 de fezes, 90 de sangue e 90 de penas) colhidas em frangos do campo divididos por três grupos etários: GE1, desde o dia em que os animais são libertos para o exterior até aos 60 dias; GE2, desde os 61 dias até aos 75 dias; e GE3, desde os 76 dias até ao abate. Os resultados obtidos permitem afirmar que os parasitas mais comuns em frangos do campo nos distritos de Viseu e Guarda, em Portugal, são protozoários do género Eimeria, sendo a espécie E. mitis a mais identificada nos três grupos etários; helmintas de ciclo directo tal como Ascaridia galli principalmente no GE1, Strongyloides avium e Heterakis gallinarum e hemoparasitas do género Leucocytozoon e Plasmodium. O género Plasmodium foi o hemoparasita mais frequentemente observado nos três grupos etários, especialmente no GE1 e GE2 e foi mais frequente observado em frangas. Em relação aos ectoparasitas, a observação directa não permitiu a visualização de nenhum parasita, quer nas penas quer na pele. No entanto, observaram-se várias penas que possuíam sinais da acção das mandíbulas de piolhos malófagos. Este trabalho, pioneiro na avicultura extensiva de frangos de campo em Portugal, pretendeu contribuir para o conhecimento das parasitoses que afectam estes animais de produção e para a profilaxia das mesmas. |
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| Autores principais: | Baptista, André Figueiredo |
| Assunto: | Avicultura Frango do campo Parasita Eimeria spp Ascaridia galli Plasmodium spp Poultry Free range Parasite |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A prevalência da maior parte das doenças parasitárias em avicultura dita industrial, tem vindo a diminuir com o passar dos anos. Uma das principais causas para este facto foi o avanço e evolução que esta actividade teve a nível de maneio, higiene e sistema de produção. Contudo, em relação à criação de frangos de campo, devido ao modo como é feita essa criação, ao ar livre a partir de certa idade, as aves podem ficar expostas a um grande número de possíveis hospedeiros intermediários que veiculam potenciais parasitas, estando assim em teoria, mais predispostos a desenvolver certas doenças parasitológicas em relação aos frangos criados de forma industrial. O principal objectivo deste estudo foi caracterizar o perfil parasitológico do frango do campo através da utilização de diferentes exames parasitológicos. Diferentes técnicas de diagnóstico (análise fecal e de penas e observação de esfregaços sanguíneos) foram utilizadas para identificar a fauna parasitológica em 270 amostras (90 de fezes, 90 de sangue e 90 de penas) colhidas em frangos do campo divididos por três grupos etários: GE1, desde o dia em que os animais são libertos para o exterior até aos 60 dias; GE2, desde os 61 dias até aos 75 dias; e GE3, desde os 76 dias até ao abate. Os resultados obtidos permitem afirmar que os parasitas mais comuns em frangos do campo nos distritos de Viseu e Guarda, em Portugal, são protozoários do género Eimeria, sendo a espécie E. mitis a mais identificada nos três grupos etários; helmintas de ciclo directo tal como Ascaridia galli principalmente no GE1, Strongyloides avium e Heterakis gallinarum e hemoparasitas do género Leucocytozoon e Plasmodium. O género Plasmodium foi o hemoparasita mais frequentemente observado nos três grupos etários, especialmente no GE1 e GE2 e foi mais frequente observado em frangas. Em relação aos ectoparasitas, a observação directa não permitiu a visualização de nenhum parasita, quer nas penas quer na pele. No entanto, observaram-se várias penas que possuíam sinais da acção das mandíbulas de piolhos malófagos. Este trabalho, pioneiro na avicultura extensiva de frangos de campo em Portugal, pretendeu contribuir para o conhecimento das parasitoses que afectam estes animais de produção e para a profilaxia das mesmas. |
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