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O tecno‑complexo Acheulense em Portugal: contribuição para um balanço dos conhecimentos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O aumento do número de dados disponíveis para o estudo do Plistocénico Médio no território peninsular tem favorecido a compreensão das características tecnológicas e cronológicas que definem o tecno‑complexo Acheulense ibérico e a sua integração na realidade euroasiática e africana. Neste contexto, considera‑se pertinente apresentar uma síntese atualizada que problematize o estudo deste tecno‑complexo em Portugal. Apesar de alguma indefinição cronológica, o Acheulense no território português parece desenvolver‑se durante a segunda metade do Plistocénico Médio, em correlação com a realidade observada noutras regiões da Península Ibérica. As características tecnológicas dos conjuntos assinalados também estão em correlação com as observadas noutros pontos do território peninsular. Em conjunto, o Acheulense ibérico tem fortes afinidades africanas por oposição à realidade documentada para além Pirenéus, observações que são reveladoras de diferenças regionais significativas nas dinâmicas de povoamento do continente europeu, e que reforçam a relevância da Península Ibérica para aprofundar o conhecimento destes processos.
Autores principais:Ferreira, Carlos
Outros Autores:Cunha-Ribeiro, João Pedro; Méndez-Quintas, Eduardo
Assunto:Portugal Plistocénico Médio Indústria lítica Acheulense de grandes lascas Large Cutting Tools Middle Pleistocene Lithic Industry Large Flake Acheulean
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O aumento do número de dados disponíveis para o estudo do Plistocénico Médio no território peninsular tem favorecido a compreensão das características tecnológicas e cronológicas que definem o tecno‑complexo Acheulense ibérico e a sua integração na realidade euroasiática e africana. Neste contexto, considera‑se pertinente apresentar uma síntese atualizada que problematize o estudo deste tecno‑complexo em Portugal. Apesar de alguma indefinição cronológica, o Acheulense no território português parece desenvolver‑se durante a segunda metade do Plistocénico Médio, em correlação com a realidade observada noutras regiões da Península Ibérica. As características tecnológicas dos conjuntos assinalados também estão em correlação com as observadas noutros pontos do território peninsular. Em conjunto, o Acheulense ibérico tem fortes afinidades africanas por oposição à realidade documentada para além Pirenéus, observações que são reveladoras de diferenças regionais significativas nas dinâmicas de povoamento do continente europeu, e que reforçam a relevância da Península Ibérica para aprofundar o conhecimento destes processos.