Publicação
Cultura Popular e Império: as lutas pela conquista do consumo cultural em Portugal e nas suas colónias
| Resumo: | Este livro aborda a relação entre dois impérios. Por um lado, o império colonial português, governado durante grande parte do período tratado neste livro pelo Estado Novo, um regime que manipulou os domínios culturais e organizou um sistema de propaganda para manter um poder autoritário sobre a metrópole e as colónias. Por outro lado, o «império irresistível» da cultura popular moderna, cujas fronteiras se desenhavam pela circulação global dos produtos da indústria cultural. Este outro império fundava-se na ideia de que, caso o princípio do mercado livre se aplicasse, a generalidade das nações possuía uma soberania limitada sobre o seu espaço público. Ambos os impérios ambicionavam moldar e conquistar subjetividades. Em determinadas circunstâncias os seus interesses convergiram e articularam-se, noutras, os seus programas confrontaram-se. As investigações que compõem este livro interpretam a tentativa do Estado Novo de banalizar um senso comum imperial, utilizando para esse efeito os meios da cultura popular moderna, num mercado concorrencial, no qual os formatos e linguagens de uma cultura global conquistavam os gostos. Procuram igualmente perceber de que forma os consumidores, na metrópole e nas capitais de Angola e Moçambique, se apropriaram da oferta cultural e a integraram no seu quotidiano. |
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| Autores principais: | Domingos, Nuno |
| Assunto: | Cultura Popular Colonialismo português Propaganda |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este livro aborda a relação entre dois impérios. Por um lado, o império colonial português, governado durante grande parte do período tratado neste livro pelo Estado Novo, um regime que manipulou os domínios culturais e organizou um sistema de propaganda para manter um poder autoritário sobre a metrópole e as colónias. Por outro lado, o «império irresistível» da cultura popular moderna, cujas fronteiras se desenhavam pela circulação global dos produtos da indústria cultural. Este outro império fundava-se na ideia de que, caso o princípio do mercado livre se aplicasse, a generalidade das nações possuía uma soberania limitada sobre o seu espaço público. Ambos os impérios ambicionavam moldar e conquistar subjetividades. Em determinadas circunstâncias os seus interesses convergiram e articularam-se, noutras, os seus programas confrontaram-se. As investigações que compõem este livro interpretam a tentativa do Estado Novo de banalizar um senso comum imperial, utilizando para esse efeito os meios da cultura popular moderna, num mercado concorrencial, no qual os formatos e linguagens de uma cultura global conquistavam os gostos. Procuram igualmente perceber de que forma os consumidores, na metrópole e nas capitais de Angola e Moçambique, se apropriaram da oferta cultural e a integraram no seu quotidiano. |
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