Publicação

O jardim como ferramenta promotora de envelhecimento ativo. Parque São Domingos de Rana

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O envelhecimento populacional é um fenómeno mundial e constitui um enorme desafio, nos planos social, económico e de saúde. Esta preocupação conduziu um novo paradigma - Envelhecimento Ativo - que defende um envelhecimento bem conseguido, como continuidade de uma vida ativa, produtiva e participada, ao invés de um fim de linha em declínio, com inerentes perdas de produtividade, autonomia e competências. Não obstante, esta preocupação deverá transpor a agenda política e materializar-se na vida de todos e no dia-a-dia. O tema "O jardim como ferramenta promotora de envelhecimento ativo" assenta precisamente no reconhecimento da importância estratégica do envelhecimento ativo, sobretudo nas vertentes da atividade física e da socialização/inclusão, e no papel impulsionador que um espaço verde (parque/ jardim) pode desempenhar na implementação deste paradigma. O mote da proposta é a assunção de que a forma como o espaço é projetado pode constituir o estímulo para um comportamento mais ativo, inclusivo e participativo por parte das pessoas (que estejam motivadas para tal). Metodologicamente desenvolve-se um caso de estudo em São Domingos de Rana, na envolvente de uma secção da Ribeira das Marianas. A escolha do local teve motivações de caráter ecológico e de conservação ambiental, mas também social, por se tratar da Freguesia com maior crescimento populacional do município, com pouco acesso a espaços verdes e com características socioeconómicas coerentes com uma infraestrutura desta natureza. Pretende-se um resultado original e participado (valorizando os contributos intersectoriais de profissionais/entidades relevantes na comunidade), alicerçado numa lógica de Promoção de Saúde, orientada para comportamentos saudáveis duradouros e resultados mensuráveis. Coloca-se a Arquitetura Paisagista como disciplina central, ao serviço do Bem-estar e da Saúde dos indivíduos, transbordando o planeamento da Paisagem para lá dos limites da Estética e do funcionamento ecológico, e valorizando o papel do arquiteto paisagista no seio de uma equipa multidisciplinar alargada.
Autores principais:Ganilho, Filipa Isabel Vilarinho
Assunto:envelhecimento ativo espaços verdes arquitectura paisagista design inclusivo saúde
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O envelhecimento populacional é um fenómeno mundial e constitui um enorme desafio, nos planos social, económico e de saúde. Esta preocupação conduziu um novo paradigma - Envelhecimento Ativo - que defende um envelhecimento bem conseguido, como continuidade de uma vida ativa, produtiva e participada, ao invés de um fim de linha em declínio, com inerentes perdas de produtividade, autonomia e competências. Não obstante, esta preocupação deverá transpor a agenda política e materializar-se na vida de todos e no dia-a-dia. O tema "O jardim como ferramenta promotora de envelhecimento ativo" assenta precisamente no reconhecimento da importância estratégica do envelhecimento ativo, sobretudo nas vertentes da atividade física e da socialização/inclusão, e no papel impulsionador que um espaço verde (parque/ jardim) pode desempenhar na implementação deste paradigma. O mote da proposta é a assunção de que a forma como o espaço é projetado pode constituir o estímulo para um comportamento mais ativo, inclusivo e participativo por parte das pessoas (que estejam motivadas para tal). Metodologicamente desenvolve-se um caso de estudo em São Domingos de Rana, na envolvente de uma secção da Ribeira das Marianas. A escolha do local teve motivações de caráter ecológico e de conservação ambiental, mas também social, por se tratar da Freguesia com maior crescimento populacional do município, com pouco acesso a espaços verdes e com características socioeconómicas coerentes com uma infraestrutura desta natureza. Pretende-se um resultado original e participado (valorizando os contributos intersectoriais de profissionais/entidades relevantes na comunidade), alicerçado numa lógica de Promoção de Saúde, orientada para comportamentos saudáveis duradouros e resultados mensuráveis. Coloca-se a Arquitetura Paisagista como disciplina central, ao serviço do Bem-estar e da Saúde dos indivíduos, transbordando o planeamento da Paisagem para lá dos limites da Estética e do funcionamento ecológico, e valorizando o papel do arquiteto paisagista no seio de uma equipa multidisciplinar alargada.