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Impacto da música e da actividade musical na experiência académica dos estudantes de Medicina

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: O curso de medicina pressupõe uma elevada exigência académica e substancial carga de trabalhos, sendo frequente haver níveis significativos de stress e ansiedade nesta comunidade estudantil. Existem evidências dos benefícios da música na redução desses níveis, bem como em diversos factores cognitivos, existindo muitos estudantes que incorporam a audição de música de fundo no seu estudo. Contudo, não são ainda conhecidas as melhores formas de utilização da música enquanto enhancer cognitivo e seus efeitos neste âmbito. Objectivos: Avaliar a frequência e os contextos académicos em que a escuta passiva de música e a prática musical activa são utilizados enquanto enhancer cognitivo e avaliar o seu impacto ao nível dos desempenhos académicos e na regulação do stress e da ansiedade de estudantes de medicina. Métodos: Aplicação de um questionário online a estudantes de medicina das escolas médicas portuguesas, para colheita de dados relativos à sua interacção com música (frequência de audição no estudo, actividade musical e suas especificidades), indicadores de desempenho académico (médias e reprovações) e bem-estar psicológico (Questionário Geral de Bem-Estar Psicológico) Resultados: Verificou-se que 91% dos estudantes ouve música de fundo durante o estudo. Os testes estatísticos não revelaram uma correlação significativa entre os parâmetros do impacto da música no desempenho académico e bem-estar psicológico. No entanto, a nível da percepção dos estudantes, destaca-se que, com a audição, 97% nota melhoria na regulação emocional, e 93% na redução da ansiedade, e, com a prática, 82% nota melhoria na concentração, e 90% na regulação emocional. Conclusões: Este estudo permitiu conhecer a frequente utilização da audição de música de fundo como auxiliar do estudo nesta população, bem como a sua frequência de actividade musical, e a percepção positiva do seu impacto académico e psicológico. Estudos futuros poderão explorar de forma mais aprofundada o impacto efectivo da música nestes factores.
Autores principais:Mota, Jorge José Louro
Assunto:Música de fundo Prática musical Enhancement cognitivo Desempenho académico Bem-estar psicológico
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: O curso de medicina pressupõe uma elevada exigência académica e substancial carga de trabalhos, sendo frequente haver níveis significativos de stress e ansiedade nesta comunidade estudantil. Existem evidências dos benefícios da música na redução desses níveis, bem como em diversos factores cognitivos, existindo muitos estudantes que incorporam a audição de música de fundo no seu estudo. Contudo, não são ainda conhecidas as melhores formas de utilização da música enquanto enhancer cognitivo e seus efeitos neste âmbito. Objectivos: Avaliar a frequência e os contextos académicos em que a escuta passiva de música e a prática musical activa são utilizados enquanto enhancer cognitivo e avaliar o seu impacto ao nível dos desempenhos académicos e na regulação do stress e da ansiedade de estudantes de medicina. Métodos: Aplicação de um questionário online a estudantes de medicina das escolas médicas portuguesas, para colheita de dados relativos à sua interacção com música (frequência de audição no estudo, actividade musical e suas especificidades), indicadores de desempenho académico (médias e reprovações) e bem-estar psicológico (Questionário Geral de Bem-Estar Psicológico) Resultados: Verificou-se que 91% dos estudantes ouve música de fundo durante o estudo. Os testes estatísticos não revelaram uma correlação significativa entre os parâmetros do impacto da música no desempenho académico e bem-estar psicológico. No entanto, a nível da percepção dos estudantes, destaca-se que, com a audição, 97% nota melhoria na regulação emocional, e 93% na redução da ansiedade, e, com a prática, 82% nota melhoria na concentração, e 90% na regulação emocional. Conclusões: Este estudo permitiu conhecer a frequente utilização da audição de música de fundo como auxiliar do estudo nesta população, bem como a sua frequência de actividade musical, e a percepção positiva do seu impacto académico e psicológico. Estudos futuros poderão explorar de forma mais aprofundada o impacto efectivo da música nestes factores.