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Caracterização da Vaccine Hesitancy nos pais de crianças até aos 16 anos: um estudo piloto em Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A vacinação, ao longo dos anos, tem-se tornado uma questão cada vez mais importante dada a existência do fenómeno de vaccine hesitancy, o que tem vindo a pôr em causa a taxa de vacinação e cobertura de imunidade para certas patologias. Tendo isto em conta, o objetivo do trabalho de campo apresentado é o de avaliar a tendência para a vacinação em Portugal, investigando a propensão de pais de crianças até aos 16 anos de idade para a vacinação. Para isto, procedeu-se à realização de um estudo observacional, descritivo e transversal durante os meses de Junho e Julho de 2017 onde pais de crianças até aos 16 anos de idade responderam a um questionário aplicado tanto a nível das redes sociais e da internet como a nível da farmácia comunitária. Foram recolhidos 92 questionários e, da totalidade analisada, 9,8% já adiou a administração de vacinas e 5,4% já recusou a sua administração por completo. Relativamente à opinião sobre o Programa Nacional de Vacinação, a maioria sente-se seguro perante o mesmo (90,2%), considerando ser benéfico e suficiente para a saúde dos seus filhos (84,8%). Contudo, aproximadamente metade da população preocupa-se com a possibilidade de ocorrência de reações adversas (47,8%) e uma parte considerável preocupa-se com a eficácia (31,5%) e segurança (26,1%) das vacinas. Porém, no final, a grande maioria da população (93,5%) não se encontra hesitante face à vacinação. Conclui-se que, embora a realidade aponte para a existência de hesitação em vacinar em Portugal, os dados não são suficientes para quantificar a mesma, sendo necessária a realização de estudos mais aprofundados para avaliar esta temática e contornar uma possível questão de Saúde Pública.
Autores principais:Roldão, Frederica Rivera Ferreira Morais
Assunto:Vacinação Hesitação Vaccine hesitancy Vacina Portugal Mestrado Integrado - 2017
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A vacinação, ao longo dos anos, tem-se tornado uma questão cada vez mais importante dada a existência do fenómeno de vaccine hesitancy, o que tem vindo a pôr em causa a taxa de vacinação e cobertura de imunidade para certas patologias. Tendo isto em conta, o objetivo do trabalho de campo apresentado é o de avaliar a tendência para a vacinação em Portugal, investigando a propensão de pais de crianças até aos 16 anos de idade para a vacinação. Para isto, procedeu-se à realização de um estudo observacional, descritivo e transversal durante os meses de Junho e Julho de 2017 onde pais de crianças até aos 16 anos de idade responderam a um questionário aplicado tanto a nível das redes sociais e da internet como a nível da farmácia comunitária. Foram recolhidos 92 questionários e, da totalidade analisada, 9,8% já adiou a administração de vacinas e 5,4% já recusou a sua administração por completo. Relativamente à opinião sobre o Programa Nacional de Vacinação, a maioria sente-se seguro perante o mesmo (90,2%), considerando ser benéfico e suficiente para a saúde dos seus filhos (84,8%). Contudo, aproximadamente metade da população preocupa-se com a possibilidade de ocorrência de reações adversas (47,8%) e uma parte considerável preocupa-se com a eficácia (31,5%) e segurança (26,1%) das vacinas. Porém, no final, a grande maioria da população (93,5%) não se encontra hesitante face à vacinação. Conclui-se que, embora a realidade aponte para a existência de hesitação em vacinar em Portugal, os dados não são suficientes para quantificar a mesma, sendo necessária a realização de estudos mais aprofundados para avaliar esta temática e contornar uma possível questão de Saúde Pública.