Publicação
Terapêutica hormonal neoadjuvante em cancro da mama : pandemia COVID-19
| Resumo: | Introdução: O papel da hormonoterapia neoadjuvante (HTNA) no controlo e citorredução dos tumores da mama hormonodependentes é um tema debatido há algum tempo. A pandemia da covid-19 e a necessidade de ajuste aos protocolos de tratamento, com adiamento de cirurgias eletivas, veio trazer uma janela de oportunidade ao estudo da HTNA no tratamento do cancro da mama. Neste sentido, foi realizado um estudo retrospetivo longitudinal que analisa o efeito da HTNA na dimensão do tumor primário, assim como a identificação de fatores preditivos desta resposta. Métodos: Trata-se de um estudo de investigação clínica, retrospetivo e longitudinal, com uma população de doentes com cancro de mama tratadas na clínica multidisciplinar da mama do IPO de Lisboa entre março e dezembro de 2020 e seguindo os critérios de inclusão: Diagnóstico de cancro da mama (Luminais A ou B), pós-menopausa, diagnóstico entre março e dezembro de 2020, estadios I a III; e como critérios de exclusão: indicação para quimioterapia neoadjuvante, luminal B HER2 positivo, contraindicação para HTNA e doença metastática. Foi realizada uma análise descritiva da população, análise univariada e multivariada para identificação de fatores preditivos de resposta à HTNA. Resultados: Foram incluídas 44 doentes com uma mediana de idade de 67 anos (61-78 anos). A totalidade da amostra realizou hormonoterapia neoadjuvante, tendo 3 doentes obtido resposta total, 20 com resposta parcial e as restantes 21 mantiveram o tamanho inicial do tumor ou progrediram. O subtipo molecular, o grau histológico e o índice proliferativo parecem ter implicações na resposta à terapêutica, sendo o subtipo molecular um fator independente, nesta amostra. Conclusão: A terapêutica hormonal neoadjuvante pode constituir uma opção de tratamento em cancros da mama hormonais e HER2-. Como fatores preditivos de resposta identificam-se os tumores luminais A, com baixos índices proliferativos e menor grau histológico. |
|---|---|
| Autores principais: | Tomaz, Marco Cristo |
| Assunto: | Cancro da mama Terapêutica hormonal neoadjuvante Hormonoterapia Letrozol Tamoxifeno |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: O papel da hormonoterapia neoadjuvante (HTNA) no controlo e citorredução dos tumores da mama hormonodependentes é um tema debatido há algum tempo. A pandemia da covid-19 e a necessidade de ajuste aos protocolos de tratamento, com adiamento de cirurgias eletivas, veio trazer uma janela de oportunidade ao estudo da HTNA no tratamento do cancro da mama. Neste sentido, foi realizado um estudo retrospetivo longitudinal que analisa o efeito da HTNA na dimensão do tumor primário, assim como a identificação de fatores preditivos desta resposta. Métodos: Trata-se de um estudo de investigação clínica, retrospetivo e longitudinal, com uma população de doentes com cancro de mama tratadas na clínica multidisciplinar da mama do IPO de Lisboa entre março e dezembro de 2020 e seguindo os critérios de inclusão: Diagnóstico de cancro da mama (Luminais A ou B), pós-menopausa, diagnóstico entre março e dezembro de 2020, estadios I a III; e como critérios de exclusão: indicação para quimioterapia neoadjuvante, luminal B HER2 positivo, contraindicação para HTNA e doença metastática. Foi realizada uma análise descritiva da população, análise univariada e multivariada para identificação de fatores preditivos de resposta à HTNA. Resultados: Foram incluídas 44 doentes com uma mediana de idade de 67 anos (61-78 anos). A totalidade da amostra realizou hormonoterapia neoadjuvante, tendo 3 doentes obtido resposta total, 20 com resposta parcial e as restantes 21 mantiveram o tamanho inicial do tumor ou progrediram. O subtipo molecular, o grau histológico e o índice proliferativo parecem ter implicações na resposta à terapêutica, sendo o subtipo molecular um fator independente, nesta amostra. Conclusão: A terapêutica hormonal neoadjuvante pode constituir uma opção de tratamento em cancros da mama hormonais e HER2-. Como fatores preditivos de resposta identificam-se os tumores luminais A, com baixos índices proliferativos e menor grau histológico. |
|---|