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Ilhas ficcionais: os cientistas e seus laboratórios em The Island of Dr. Moreau, O Alienista e El Psychon

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Considerando o contexto socio-cultural do final do século XIX, este trabalho interpreta os ecos de tal contexto nas representações dos espaços e dos protagonistas nas obras The Island of Dr. Moreau, de H. G. Wells, O Alienista, de Machado de Assis, e El Psychon, de Leopoldo Lugones. Tendo em conta o início da separação acadêmica e profissional entre a literatura e a ciência na mesma época, considera-se que as obras analisadas aproximam os seus laboratórios ao imaginário continental das ilhas como espaços de controle dos cientistas e da liberdade ética e criativa de suas pesquisas. Argumentar-se-á que a representação do cientista como símbolo de mal e de desumanidade (conforme a tipologia proposta por Haynes, 1994) reflete-se maioritariamente nos protagonistas Moreau e Bacamarte, enquanto que Paulin possui características tanto do cientista nobre, quanto do pesquisador inumano. Dessa forma, é possível compreender de que maneira o cientificismo do século XIX e aqueles que o seguiam fielmente foram retratados na literatura da mesma época, embora em diferentes contextos nacionais e a partir de diferentes perspectivas. Em comum, verifica-se o uso das representações das ilhas, em sentido geográfico no romance de Wells e em sentido metafórico nas obras de Machado de Assis e Lugones.
Autores principais:Almeida, Maria Eduarda Oliveira
Assunto:Wells, H. G. - 1866-1946. The island of doctor Moreau Assis, Machado de - 1839-1908. O alienista Lugones, Leopoldo - 1874-1938. El Psychon Romance inglês - séc.19-20 - Temas, motivos Contos brasileiros - séc.19 - Temas, motivos Contos argentinos - séc.19-20 - Temas, motivos Literatura e ciências Cientistas - Na literatura Cientismo - séc.19 - Na literatura Personagens literárias Teses de mestrado - 2021
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Considerando o contexto socio-cultural do final do século XIX, este trabalho interpreta os ecos de tal contexto nas representações dos espaços e dos protagonistas nas obras The Island of Dr. Moreau, de H. G. Wells, O Alienista, de Machado de Assis, e El Psychon, de Leopoldo Lugones. Tendo em conta o início da separação acadêmica e profissional entre a literatura e a ciência na mesma época, considera-se que as obras analisadas aproximam os seus laboratórios ao imaginário continental das ilhas como espaços de controle dos cientistas e da liberdade ética e criativa de suas pesquisas. Argumentar-se-á que a representação do cientista como símbolo de mal e de desumanidade (conforme a tipologia proposta por Haynes, 1994) reflete-se maioritariamente nos protagonistas Moreau e Bacamarte, enquanto que Paulin possui características tanto do cientista nobre, quanto do pesquisador inumano. Dessa forma, é possível compreender de que maneira o cientificismo do século XIX e aqueles que o seguiam fielmente foram retratados na literatura da mesma época, embora em diferentes contextos nacionais e a partir de diferentes perspectivas. Em comum, verifica-se o uso das representações das ilhas, em sentido geográfico no romance de Wells e em sentido metafórico nas obras de Machado de Assis e Lugones.