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Cultura, política, trabalho: profissionais desocultados procuram direitos e cuidados
| Resumo: | Tão aparentemente conhecida como realmente difícil de captar na racionalidade específica que a sustém, a vida precária de artistas e trabalhadores da cultura tem sido massiva e detalhadamente revelada em consequência da pandemia, que logo deixou à vista o aperto existencial de um segmento profissional desprovido de apoio para enfrentar o desemprego. Para compreender a vaga de movimentações por parte de profissionais, sindicatos e outros agentes, importa recuperar sinteticamente o historial da política para a cultura, em Portugal, em matéria de iniciativas de regulamentação do trabalho artístico e cultural, em particular nas duas últimas décadas. A COVID-19 redirecionou a tutela da cultura para a reabertura de um dossiê que se incumbiu há muito e foi transitando entre governos, que o têm deixado por resolver, observando- se desde março as implicações da pendência arrastada. A mobilização de sindicatos e plataformas coletivas proporcionou mais visibilidade a artistas e trabalhadores da cultura cujo discurso, também nos media, tem salientado por viva voz a incerteza, a pluriatividade e a falta de proteção social entre as principais caraterísticas do trabalho nas artes e na cultura. |
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| Autores principais: | Martinho, Teresa Duarte |
| Assunto: | Cultura Política Trabalho Direitos |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Tão aparentemente conhecida como realmente difícil de captar na racionalidade específica que a sustém, a vida precária de artistas e trabalhadores da cultura tem sido massiva e detalhadamente revelada em consequência da pandemia, que logo deixou à vista o aperto existencial de um segmento profissional desprovido de apoio para enfrentar o desemprego. Para compreender a vaga de movimentações por parte de profissionais, sindicatos e outros agentes, importa recuperar sinteticamente o historial da política para a cultura, em Portugal, em matéria de iniciativas de regulamentação do trabalho artístico e cultural, em particular nas duas últimas décadas. A COVID-19 redirecionou a tutela da cultura para a reabertura de um dossiê que se incumbiu há muito e foi transitando entre governos, que o têm deixado por resolver, observando- se desde março as implicações da pendência arrastada. A mobilização de sindicatos e plataformas coletivas proporcionou mais visibilidade a artistas e trabalhadores da cultura cujo discurso, também nos media, tem salientado por viva voz a incerteza, a pluriatividade e a falta de proteção social entre as principais caraterísticas do trabalho nas artes e na cultura. |
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