Publicação
Participação política e qualidade da democracia
| Resumo: | A participação política, por nós definida como o envolvimento activo e voluntário dos cidadãos no processo de decisão pública, é um dos pilares da democracia (Dahl 1971) e está consagrada como direito fundamental na Declaração Universal dos Direitos Humanos, adoptada pelas Nações Unidas em 1948. De acordo com as teorias modernas da democracia, a inclusão dos indivíduos nos processos de decisão promove e ao mesmo tempo reflecte autonomia, competência, empoderamento e liberdade, contribuindo para informar os cidadãos sobre os problemas sócio- económicos e políticos e o funcionamento do processo governamental e animando o debate público. Os estudos sobre a participação política sugerem que estes aspectos contribuem para estreitar laços de pertença dentro da comunidade política e contribuem para a legitimação e estabilidade do poder político e a satisfação com o governo (Riker e Ordeshook 1968; Thompson 1970; Mansbridge 1983; Barber 1984; Wampler 2007). A literatura sobre a qualidade da democracia sugere também que existe uma correlação entre a participação política e o grau de satisfação individual ou a felicidade (Frey e Stutzer 2000; Blais e Gileneau 2007), mas os estudos efectuados até à data oferecem resultados contraditórios relativamente à direcção da causalidade entre estes factores. |
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| Autores principais: | Lisi, Marco |
| Outros Autores: | Marchi, Riccardo; Evans, Ana Maria |
| Assunto: | Democracia Participação política |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A participação política, por nós definida como o envolvimento activo e voluntário dos cidadãos no processo de decisão pública, é um dos pilares da democracia (Dahl 1971) e está consagrada como direito fundamental na Declaração Universal dos Direitos Humanos, adoptada pelas Nações Unidas em 1948. De acordo com as teorias modernas da democracia, a inclusão dos indivíduos nos processos de decisão promove e ao mesmo tempo reflecte autonomia, competência, empoderamento e liberdade, contribuindo para informar os cidadãos sobre os problemas sócio- económicos e políticos e o funcionamento do processo governamental e animando o debate público. Os estudos sobre a participação política sugerem que estes aspectos contribuem para estreitar laços de pertença dentro da comunidade política e contribuem para a legitimação e estabilidade do poder político e a satisfação com o governo (Riker e Ordeshook 1968; Thompson 1970; Mansbridge 1983; Barber 1984; Wampler 2007). A literatura sobre a qualidade da democracia sugere também que existe uma correlação entre a participação política e o grau de satisfação individual ou a felicidade (Frey e Stutzer 2000; Blais e Gileneau 2007), mas os estudos efectuados até à data oferecem resultados contraditórios relativamente à direcção da causalidade entre estes factores. |
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