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Contributo da Psicologia para Compreensão da Adesão ao Terrorismo: Caso de estudo do grupo Jihadista Estado Islâmico (EI)

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Resumo:Os atentados de 11 de Setembro de 2011, evidenciaram uma ameaça terrorista que, não sendo nova, tornou-se mais violenta, assimétrica, global, imprevisível na acção e mediática na exploração do impácto psicológico, resultando em várias repercussões a nível mundial, impelindo os Estados a colocar o terrorismo e a segurança no centro da agenda política da sociedade internacional (Lara,2014). O terrorismo é sentido pelo senso comum como o inimigo sem rosto e sem fronteiras. Além do espaço físico e geográfico, o terrorismo assume também formas virtuais como fonte ou via de adesão. O terrorismo já não é uma guerra com limites geográficos. Em nossa análise, entendemos ser uma guerra, acima de tudo psicológica. O foco deste trabalho, é o homem enquanto autor de acções terroristas, uma vez que, em psicologia, as variáveis independentes compreendem o comportamento humano; diferente da Ciência Política, onde as variáveis determinantes são as instituições e estruturas políticas. A maioria das pessoas captadas por organizações extremistas, são jovens (adolescentes e no final da vida adulta). O objectivo, é compreender aspectos motivacionais de jovens, que aderiram ao terrorismo, no período de 2014 à 2016. Com fundamentos baseados na teoria do desenvolvimento psicossocial de Erick Erickson. Assim, dada a sensibilidade do tema apresentado e a necessidade de se compreender aspectos psicológicos, cujos dados não podem ser colectados de modo completo por outros métodos, e, devido à complexidade que encerram, baseamo-nos na Grounded Theory (análise qualitativa). A escolha da referida metodologia, é baseada nas ideias de Georg Herbert Mead, percursor da corrente Interaccionismo Simbólico, o que justifica, a Grounded Theory, como sendo uma abordagem relativamente distinta para o estudo da vida e acção humana em grupo; cujo foco, concentra-se nos processos de interacção social que ocorrem entre indivíduos ou grupos por relações simbólicas. Admitindo que, os aspirantes ao terrorismo são pessoas mentalmente sãs, mas altamente vulneráveis. A nossa recolha de dados, foi realizada com acesso a fontes documentais por meio de revistas, de entrevistas cedidas aos jornais e à jornalistas, narrativas e cartas. E bibliográficas (livros, periódicos, artigos cientificos, documentos monográficos e websites).
Autores principais:Jorge, Zilda Maria Luís Sebastião
Assunto:Psicodinâmica Terrorismo Razões para Adesão Interaccionismo Simbólico Estado Islâmico Desenvolvimento Psicossocial Psychodynamics Terrorism Reasons for Adherence Symbolic Interactionism Islamic State Psychosocial Development
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os atentados de 11 de Setembro de 2011, evidenciaram uma ameaça terrorista que, não sendo nova, tornou-se mais violenta, assimétrica, global, imprevisível na acção e mediática na exploração do impácto psicológico, resultando em várias repercussões a nível mundial, impelindo os Estados a colocar o terrorismo e a segurança no centro da agenda política da sociedade internacional (Lara,2014). O terrorismo é sentido pelo senso comum como o inimigo sem rosto e sem fronteiras. Além do espaço físico e geográfico, o terrorismo assume também formas virtuais como fonte ou via de adesão. O terrorismo já não é uma guerra com limites geográficos. Em nossa análise, entendemos ser uma guerra, acima de tudo psicológica. O foco deste trabalho, é o homem enquanto autor de acções terroristas, uma vez que, em psicologia, as variáveis independentes compreendem o comportamento humano; diferente da Ciência Política, onde as variáveis determinantes são as instituições e estruturas políticas. A maioria das pessoas captadas por organizações extremistas, são jovens (adolescentes e no final da vida adulta). O objectivo, é compreender aspectos motivacionais de jovens, que aderiram ao terrorismo, no período de 2014 à 2016. Com fundamentos baseados na teoria do desenvolvimento psicossocial de Erick Erickson. Assim, dada a sensibilidade do tema apresentado e a necessidade de se compreender aspectos psicológicos, cujos dados não podem ser colectados de modo completo por outros métodos, e, devido à complexidade que encerram, baseamo-nos na Grounded Theory (análise qualitativa). A escolha da referida metodologia, é baseada nas ideias de Georg Herbert Mead, percursor da corrente Interaccionismo Simbólico, o que justifica, a Grounded Theory, como sendo uma abordagem relativamente distinta para o estudo da vida e acção humana em grupo; cujo foco, concentra-se nos processos de interacção social que ocorrem entre indivíduos ou grupos por relações simbólicas. Admitindo que, os aspirantes ao terrorismo são pessoas mentalmente sãs, mas altamente vulneráveis. A nossa recolha de dados, foi realizada com acesso a fontes documentais por meio de revistas, de entrevistas cedidas aos jornais e à jornalistas, narrativas e cartas. E bibliográficas (livros, periódicos, artigos cientificos, documentos monográficos e websites).