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Solo e agricultura no século XX português. Um problema ambiental, histórico e epistemológico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente trabalho discute a relação entre solo e agricultura através de três arcos cronológicos sucessivos entre o último quartel do século XIX e o início do século XXI. No primeiro, reconstrói-se a história dos sistemas de cultivo em Portugal entre 1873 e 1960 na perspetiva da evolução da fertilidade do solo e das condições da sua reprodução e, no âmbito mais geral, do cruzamento disciplinar entre ciências do solo e história. No segundo, apresenta-se o balanço de macronutrientes (azoto, fósforo e potássio) no solo agrícola continental entre 1951 e 1956 e descobre-se a década de 1950 como momento chave na transição dos sistemas de fertilização orgânica para os fertilizantes de síntese química. No terceiro, discute-se a transformação agrícola, produtiva e territorial da segunda metade do século XX a partir do contraste entre a produção e a produtividade nacional de 1957 e de 2009, no quadro de uma interrogação sobre o espectro de possibilidades agrícolas, ecológicas e políticas do território português
Autores principais:Carmo, Miguel Costa do
Assunto:fertilidade do solo ciclos de nutrientes erosão do solo fronteira agrícola ciências agrárias história do solo produção agrícola
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente trabalho discute a relação entre solo e agricultura através de três arcos cronológicos sucessivos entre o último quartel do século XIX e o início do século XXI. No primeiro, reconstrói-se a história dos sistemas de cultivo em Portugal entre 1873 e 1960 na perspetiva da evolução da fertilidade do solo e das condições da sua reprodução e, no âmbito mais geral, do cruzamento disciplinar entre ciências do solo e história. No segundo, apresenta-se o balanço de macronutrientes (azoto, fósforo e potássio) no solo agrícola continental entre 1951 e 1956 e descobre-se a década de 1950 como momento chave na transição dos sistemas de fertilização orgânica para os fertilizantes de síntese química. No terceiro, discute-se a transformação agrícola, produtiva e territorial da segunda metade do século XX a partir do contraste entre a produção e a produtividade nacional de 1957 e de 2009, no quadro de uma interrogação sobre o espectro de possibilidades agrícolas, ecológicas e políticas do território português