Publicação
Caracterização da vaccine hesitancy nos pais de crianças até aos 16 anos – um estudo piloto em Portugal
| Resumo: | As vacinas são vistas como uma das maiores descobertas da história da medicina, permitindo aumentar a qualidade e tempo de vida útil através da inoculação de um agente em tudo semelhante ao microrganismo causador da doença que se pretende prevenir. Na tentativa de se obter o controlo de todas as doenças preveníveis por vacinação foi criado o Strategic Advisory Group of Experts (SAGE) Working Group on Immunization, órgão consultivo da Organização Mundial de Saúde (OMS) em assuntos relacionados com a vacinação. Tendo em conta a relevância que a temática da vaccine hesitancy apresenta atualmente, o objetivo do trabalho de campo é avaliar a magnitude da hesitação em vacinar, em Portugal, sendo a população em estudo pais de crianças até aos 16 anos. Para que tal fosse possível, este estudo piloto foi conduzido através de um estudo observacional, descritivo e transversal durante o mês de Julho do presente ano baseado num questionário aplicado tanto online como presencialmente. Após aplicação dos critérios de exclusão ao estudo, obtiveram-se 64 questionários, nos quais 6,2% dos pais respondeu já ter adiado a administração de vacinas por outro motivo que não fosse os filhos estarem doentes. Relativamente à opinião sobre o Programa Nacional de Vacinação (PNV), 92,3% dos inquiridos sente que o atual esquema de vacinação é a melhor opção para a saúde do(s) filho(s), 93,8% considera que as crianças não levam mais vacinas do que o que seria benéfico para a sua saúde, 76,6% acredita que a maioria das doenças que as vacinas previnem são graves e apenas 6,3% considera ser melhor as crianças irem adquirindo imunidade com as doenças, do que levar vacinas. Um pouco menos de metade dos inquiridos (42,2%) revela preocupação relativamente à possibilidade de ocorrência de uma reação adversa grave, 35,9% em relação à possibilidade da vacina não ser segura e 28,2% a que não seja eficaz. |
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| Autores principais: | Jorge, Ana Raquel Ferreira |
| Assunto: | Vacina Aceitação Hesitação Imunização Confiança Mestrado Integrado - 2017 |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As vacinas são vistas como uma das maiores descobertas da história da medicina, permitindo aumentar a qualidade e tempo de vida útil através da inoculação de um agente em tudo semelhante ao microrganismo causador da doença que se pretende prevenir. Na tentativa de se obter o controlo de todas as doenças preveníveis por vacinação foi criado o Strategic Advisory Group of Experts (SAGE) Working Group on Immunization, órgão consultivo da Organização Mundial de Saúde (OMS) em assuntos relacionados com a vacinação. Tendo em conta a relevância que a temática da vaccine hesitancy apresenta atualmente, o objetivo do trabalho de campo é avaliar a magnitude da hesitação em vacinar, em Portugal, sendo a população em estudo pais de crianças até aos 16 anos. Para que tal fosse possível, este estudo piloto foi conduzido através de um estudo observacional, descritivo e transversal durante o mês de Julho do presente ano baseado num questionário aplicado tanto online como presencialmente. Após aplicação dos critérios de exclusão ao estudo, obtiveram-se 64 questionários, nos quais 6,2% dos pais respondeu já ter adiado a administração de vacinas por outro motivo que não fosse os filhos estarem doentes. Relativamente à opinião sobre o Programa Nacional de Vacinação (PNV), 92,3% dos inquiridos sente que o atual esquema de vacinação é a melhor opção para a saúde do(s) filho(s), 93,8% considera que as crianças não levam mais vacinas do que o que seria benéfico para a sua saúde, 76,6% acredita que a maioria das doenças que as vacinas previnem são graves e apenas 6,3% considera ser melhor as crianças irem adquirindo imunidade com as doenças, do que levar vacinas. Um pouco menos de metade dos inquiridos (42,2%) revela preocupação relativamente à possibilidade de ocorrência de uma reação adversa grave, 35,9% em relação à possibilidade da vacina não ser segura e 28,2% a que não seja eficaz. |
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