Publicação
Instability of X-chromosome inactivation in female human iPSCs
| Resumo: | As células estaminais pluripotentes induzidas (iPSCs) constituem um poderoso sistema celular que pode ser usado como modelo pré-clínico ou como terapia celular em medicina regenerativa. No entanto, as iPSCs possuem uma heterogeneidade epigenética considerável que pode ser ilustrada ao nível do estado de inativação do cromossoma X (XCI) em iPSCs femininas. Após a reprogramação de células somáticas, a maioria possui um cromossoma X ativo e outro inativo (Xi), como é normal em todas as células femininas. Contudo, com a passagem em cultura há a perda de expressão do RNA não codificante XIST, o principal regulador da XCI, sendo este o primeiro sinal da reativação parcial do Xi – processo conhecido como erosão do Xi. O estado variável da XCI pode comprometer o seu uso como modelo pré-clínico de doenças ligadas ao X que afetam o sexo feminino. Nesta tese, estudou-se o impacto do estado da XCI num grupo de iPSCs femininas. Primeiro, identificou-se, por RT-qPCR, iPSCs que expressam (XIST+) ou não XIST (XIST-), uma linha celular estaminal embrionária XIST- e uma linha iPSC com expressão intermédia de XIST. Posteriormente, foi caracterizado a reativação de vários genes ligados ao X, recorrendo a RNA FISH para transcritos nascentes e a RT-PCR seguido de sequenciação de Sanger para genes com variantes genéticas. Os resultados evidenciaram variabilidade no padrão de XCI entre as iPSCs femininas. Para além da existência de iPSCs XIST+ e XIST-, foram detetadas diferenças no grau de reativação entre as iPSCs XIST-. Na ausência da expressão de XIST, identificaram-se três grupos de genes: (1)genes inertes à reativação; (2)genes sempre reativados; (3)genes reativados em apenas algumas linhas iPSCs XIST-. Estes resultados são importantes para a definição dos critérios de qualidade de iPSCs femininas como modelo de doenças ligadas ao X, revelando-se fulcral a avaliação do estado de inativação do gene causador da doença. |
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| Autores principais: | Esteves, Cristiano Emanuel Ribeiro |
| Assunto: | Células estaminais pluripotentes induzidas (iPSCs) Inativação do cromossoma X (XCI) Modelo pré-clínico X-inactive specific transcript (XIST) |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As células estaminais pluripotentes induzidas (iPSCs) constituem um poderoso sistema celular que pode ser usado como modelo pré-clínico ou como terapia celular em medicina regenerativa. No entanto, as iPSCs possuem uma heterogeneidade epigenética considerável que pode ser ilustrada ao nível do estado de inativação do cromossoma X (XCI) em iPSCs femininas. Após a reprogramação de células somáticas, a maioria possui um cromossoma X ativo e outro inativo (Xi), como é normal em todas as células femininas. Contudo, com a passagem em cultura há a perda de expressão do RNA não codificante XIST, o principal regulador da XCI, sendo este o primeiro sinal da reativação parcial do Xi – processo conhecido como erosão do Xi. O estado variável da XCI pode comprometer o seu uso como modelo pré-clínico de doenças ligadas ao X que afetam o sexo feminino. Nesta tese, estudou-se o impacto do estado da XCI num grupo de iPSCs femininas. Primeiro, identificou-se, por RT-qPCR, iPSCs que expressam (XIST+) ou não XIST (XIST-), uma linha celular estaminal embrionária XIST- e uma linha iPSC com expressão intermédia de XIST. Posteriormente, foi caracterizado a reativação de vários genes ligados ao X, recorrendo a RNA FISH para transcritos nascentes e a RT-PCR seguido de sequenciação de Sanger para genes com variantes genéticas. Os resultados evidenciaram variabilidade no padrão de XCI entre as iPSCs femininas. Para além da existência de iPSCs XIST+ e XIST-, foram detetadas diferenças no grau de reativação entre as iPSCs XIST-. Na ausência da expressão de XIST, identificaram-se três grupos de genes: (1)genes inertes à reativação; (2)genes sempre reativados; (3)genes reativados em apenas algumas linhas iPSCs XIST-. Estes resultados são importantes para a definição dos critérios de qualidade de iPSCs femininas como modelo de doenças ligadas ao X, revelando-se fulcral a avaliação do estado de inativação do gene causador da doença. |
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