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Os professores na virada do milênio: do excesso dos discursos à pobreza das práticas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Escrito na sequência de uma Conferência proferida na Universidade de São Paulo, este artigo procura analisar a 'realidade discursiva' que marca grande parte dos textos sobre educação neste final de século. A chave de leitura do artigo é a lógica excesso-pobreza, aplicada ao exame da situação dos professores: i) do excesso da retórica política e dos mass-media à pobreza das políticas educativas; ii) o excesso das linguagens dos especialistas internacionais à pobreza dos programas de formação de professores; iii) do excesso do discurso científico-educacional à pobreza das práticas pedagógicas; iv) do excesso das 'vozes' dos professores à pobreza das práticas associativas docentes. Não recusando um pensamento 'utópico', o autor critica as análises 'prospectivas' que revelam um 'excesso de futuro' que é, ao mesmo tempo, um 'défice de presente'.
Autores principais:Novoa, Antonio
Assunto:Educação Discursos Professores Práticas pedagógicas
Ano:1999
País:Portugal
Tipo de documento:preprint
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Escrito na sequência de uma Conferência proferida na Universidade de São Paulo, este artigo procura analisar a 'realidade discursiva' que marca grande parte dos textos sobre educação neste final de século. A chave de leitura do artigo é a lógica excesso-pobreza, aplicada ao exame da situação dos professores: i) do excesso da retórica política e dos mass-media à pobreza das políticas educativas; ii) o excesso das linguagens dos especialistas internacionais à pobreza dos programas de formação de professores; iii) do excesso do discurso científico-educacional à pobreza das práticas pedagógicas; iv) do excesso das 'vozes' dos professores à pobreza das práticas associativas docentes. Não recusando um pensamento 'utópico', o autor critica as análises 'prospectivas' que revelam um 'excesso de futuro' que é, ao mesmo tempo, um 'défice de presente'.