Publicação
Estabilização da matéria orgânica em composto
| Resumo: | Os hábitos de consumo proporcionados pelo rápido desenvolvimento tecnológico e urbano estão intrinsecamente relacionados com a excessiva produção de resíduos que, pelas suas características e quantidade, constituem a causa de um dos mais importantes problemas ambientais. Percebe-se que grande parte desses resíduos sólidos urbanos produzidos são depositados em aterros sanitários, sendo uma pequena percentagem destinada para a compostagem como forma de valorização. Situação que precisa mudar nos próximos anos, visto que a compostagem é uma excelente e eficiente tecnologia para se tratar, reciclar e valorizar biomassas que contêm um teor relevante de matéria orgânica. Segundo a Portaria n.º 185/2022, de 21 de julho, a compostagem é a degradação biológica aeróbia dos resíduos orgânicos até à sua estabilização, produzindo uma substância húmica, designada por composto. Um composto considerado de qualidade é aquele higienizado, homogéneo, estável, maturado e cuja aplicação ao solo não causa efeitos adversos ao meio (Cunha-Queda, 1999). Este trabalho tem como objetivo principal o estudo do grau de estabilização da matéria orgânica dum composto produzido a partir de resíduos separados na fonte e recolhidos seletivamente. A avaliação foi feita recorrendo ao teste de auto aquecimento com duração de 1 mês monitorizado em intervalos de 10 dias, bem como pela análise periódica da evolução e influência de alguns indicadores. Analisando os resultados obtidos para as amostras do composto estudado, com relação a estabilização da matéria orgânica, verificou-se através dos parâmetros analisados, do teste de auto aquecimento e da AT4, que esse composto ainda não se encontra bioestabilizado, ou seja, precisa de mais tempo para se tornar menos biodegradável e mais estável. O mesmo notou-se com relação a maturação, ou seja, o composto ainda não está maturado. Ademais, a respeito do teste de auto aquecimento, verificou-se que a temperatura máxima alcançada ocorreu nos primeiros 10 dias, como referido por diversos autores. |
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| Autores principais: | Santana, Gabriela Guedes |
| Assunto: | composto estabilização auto aquecimento resíduos matéria orgânica compost stabilization self-heating waste organic matter |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Os hábitos de consumo proporcionados pelo rápido desenvolvimento tecnológico e urbano estão intrinsecamente relacionados com a excessiva produção de resíduos que, pelas suas características e quantidade, constituem a causa de um dos mais importantes problemas ambientais. Percebe-se que grande parte desses resíduos sólidos urbanos produzidos são depositados em aterros sanitários, sendo uma pequena percentagem destinada para a compostagem como forma de valorização. Situação que precisa mudar nos próximos anos, visto que a compostagem é uma excelente e eficiente tecnologia para se tratar, reciclar e valorizar biomassas que contêm um teor relevante de matéria orgânica. Segundo a Portaria n.º 185/2022, de 21 de julho, a compostagem é a degradação biológica aeróbia dos resíduos orgânicos até à sua estabilização, produzindo uma substância húmica, designada por composto. Um composto considerado de qualidade é aquele higienizado, homogéneo, estável, maturado e cuja aplicação ao solo não causa efeitos adversos ao meio (Cunha-Queda, 1999). Este trabalho tem como objetivo principal o estudo do grau de estabilização da matéria orgânica dum composto produzido a partir de resíduos separados na fonte e recolhidos seletivamente. A avaliação foi feita recorrendo ao teste de auto aquecimento com duração de 1 mês monitorizado em intervalos de 10 dias, bem como pela análise periódica da evolução e influência de alguns indicadores. Analisando os resultados obtidos para as amostras do composto estudado, com relação a estabilização da matéria orgânica, verificou-se através dos parâmetros analisados, do teste de auto aquecimento e da AT4, que esse composto ainda não se encontra bioestabilizado, ou seja, precisa de mais tempo para se tornar menos biodegradável e mais estável. O mesmo notou-se com relação a maturação, ou seja, o composto ainda não está maturado. Ademais, a respeito do teste de auto aquecimento, verificou-se que a temperatura máxima alcançada ocorreu nos primeiros 10 dias, como referido por diversos autores. |
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