Publicação
Violência doméstica: Da participação da ocorrência à investigação criminal
| Resumo: | A violência doméstica constitui o quarto crime mais registado em Portugal e ainda se conhece pouco sobre o que sucede a estes casos, após a sua participação às forças de segurança. Por outro lado, são raros os estudos que em Portugal se debrucem sobre o processo de mudança das vítimas no que diz respeito à promoção da sua segurança ou sobre a sua colaboração no âmbito da investigação criminal. Este estudo incidiu sobre o processo que decorre entre a participação das ocorrências e o desenvolvimento do inquérito no âmbito da investigação criminal, concentrando-se na motivação das vítimas para a promoção da sua segurança, através de cinco estratégias diferentes, recorrendo-se ao modelo transteorético da mudança (Prochaska & Diclemente, 1982, 1992); na sua colaboração; e no resultado dos inquéritos (acusação/arquivamento).A investigação realizou-se no distrito de Lisboa, envolvendo 362 ocorrências de violência doméstica e 259 elementos policiais. Verificou-se que quanto mais elevados os níveis de motivação para a promoção da segurança maior é a colaboração das vítimas no inquérito, e que graus de colaboração elevados estão associados a um desfecho acusatório. De 117 dos casos em estudo, 5% resultou em acusação, devendo-se os arquivamentos, na maioria das situações, à falta de prova. São discutidas implicações para as políticas públicas no domínio da prevenção e combate à violência doméstica. |
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| Autores principais: | Quaresma, Carla Carina Pardal Cardoso Freire |
| Assunto: | violência doméstica promoção da segurança forças de segurança colaboração das vítimas acusação modelo transteorético da mudança domestic violence safety promotion law enforcement victim cooperation prosecution transtheorethical model of change |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A violência doméstica constitui o quarto crime mais registado em Portugal e ainda se conhece pouco sobre o que sucede a estes casos, após a sua participação às forças de segurança. Por outro lado, são raros os estudos que em Portugal se debrucem sobre o processo de mudança das vítimas no que diz respeito à promoção da sua segurança ou sobre a sua colaboração no âmbito da investigação criminal. Este estudo incidiu sobre o processo que decorre entre a participação das ocorrências e o desenvolvimento do inquérito no âmbito da investigação criminal, concentrando-se na motivação das vítimas para a promoção da sua segurança, através de cinco estratégias diferentes, recorrendo-se ao modelo transteorético da mudança (Prochaska & Diclemente, 1982, 1992); na sua colaboração; e no resultado dos inquéritos (acusação/arquivamento).A investigação realizou-se no distrito de Lisboa, envolvendo 362 ocorrências de violência doméstica e 259 elementos policiais. Verificou-se que quanto mais elevados os níveis de motivação para a promoção da segurança maior é a colaboração das vítimas no inquérito, e que graus de colaboração elevados estão associados a um desfecho acusatório. De 117 dos casos em estudo, 5% resultou em acusação, devendo-se os arquivamentos, na maioria das situações, à falta de prova. São discutidas implicações para as políticas públicas no domínio da prevenção e combate à violência doméstica. |
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