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Desenvolvimento de novos potenciais inibidores de Glicosiltransferases como uma estratégia terapêutica promissora para o cancro

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A glicosilação é a modificação pós-traducional mais prevalente nas proteínas e outras biomoléculas, sendo crucial no correto funcionamento de muitos processos fisiopatológicos, tais como a adesão celular, ativação de recetores, resposta imunológica.1–7 As glicosiltransferases são as enzimas responsáveis pela glicosilação de mono-, oligo- e polissacáridos, proteínas ou lípidos, formando glicanos e outros glicoconjugados. No cancro, mudanças nos padrões de glicosilação são prevalentes nos seus vários estágios, sendo que este fenómeno é considerado uma das características do cancro.5 Logo a inibição de certas glicosiltransferases é uma estratégia promissora na terapia contra o cancro.8 No âmbito desta Dissertação foram sintetizados quatro compostos análogos de açúcares de nucleósido difosfato, substratos naturais das glicosiltransferases, contendo grupos (triazolil)metilamida como miméticos mais estáveis, tanto hidroliticamente como enzimaticamente, e neutros do grupo difosfato. Estes compostos contêm variações na unidade glicosílica do fragmento nucleósido, existindo nucleósidos de piranose e furanose, e na regioquímica da ligação N-glicosídica, existindo nucleósidos com ligações N7 e N9.9 Os compostos foram obtidos com rendimentos que variam entre 25% e 73%. Estes compostos foram depois estudados quanto à sua solubilidade em meio biológico, verificando-se uma boa solubilidade quando co-solubilizados em DMEM contendo até 0,5% de DMSO. Estudos preliminares relativos à sua ação citotóxica sobre células da linha MDA-MB-231 foram também realizados. A viabilidade celular das células MDA-MB-231 foi testada pelo método de exclusão com azul tripano e por observação fotográfica das células. Após a realização dos testes, verificou-se uma ligeira diminuição na viabilidade celular.
Autores principais:Martins, Vítor José Inácio
Assunto:Nucleósidos Hidratos de Carbono Síntese Glicosiltransferases Cancro Teses de mestrado - 2018
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A glicosilação é a modificação pós-traducional mais prevalente nas proteínas e outras biomoléculas, sendo crucial no correto funcionamento de muitos processos fisiopatológicos, tais como a adesão celular, ativação de recetores, resposta imunológica.1–7 As glicosiltransferases são as enzimas responsáveis pela glicosilação de mono-, oligo- e polissacáridos, proteínas ou lípidos, formando glicanos e outros glicoconjugados. No cancro, mudanças nos padrões de glicosilação são prevalentes nos seus vários estágios, sendo que este fenómeno é considerado uma das características do cancro.5 Logo a inibição de certas glicosiltransferases é uma estratégia promissora na terapia contra o cancro.8 No âmbito desta Dissertação foram sintetizados quatro compostos análogos de açúcares de nucleósido difosfato, substratos naturais das glicosiltransferases, contendo grupos (triazolil)metilamida como miméticos mais estáveis, tanto hidroliticamente como enzimaticamente, e neutros do grupo difosfato. Estes compostos contêm variações na unidade glicosílica do fragmento nucleósido, existindo nucleósidos de piranose e furanose, e na regioquímica da ligação N-glicosídica, existindo nucleósidos com ligações N7 e N9.9 Os compostos foram obtidos com rendimentos que variam entre 25% e 73%. Estes compostos foram depois estudados quanto à sua solubilidade em meio biológico, verificando-se uma boa solubilidade quando co-solubilizados em DMEM contendo até 0,5% de DMSO. Estudos preliminares relativos à sua ação citotóxica sobre células da linha MDA-MB-231 foram também realizados. A viabilidade celular das células MDA-MB-231 foi testada pelo método de exclusão com azul tripano e por observação fotográfica das células. Após a realização dos testes, verificou-se uma ligeira diminuição na viabilidade celular.