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A (re)construção do diálogo entre Portugal e Castela: propósitos e contratempos da diplomacia portuguesa em Madrid (1668-1686)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Foram muitos os esforços do poder real para (re)construir o Estado português após sessenta anos de Monarquia Dual e aproximadamente trinta de guerra, redefinindo a actuação política portuguesa e discernindo-a da orientação da monarquia espanhola. Uma vez assinado o Tratado de Paz com Espanha, em Lisboa, a 13 de Fevereiro de 1668, a diplomacia portuguesa orientou-se no sentido de um distanciamento relativamente às questões europeias, procurando manter a neutralidade. O principal objectivo era o de assegurar a paz no reino, tarefa que não se revelou fácil, uma vez que a conjuntura internacional era de extrema complexidade. A nossa investigação procura, desta forma, estudar a reconstrução do diálogo ibérico, entendendo o esforço empreendido por Portugal para o cumprimento do capitulado, durante a regência de D. Pedro. Procurámos dar particular destaque à dialéctica entre as linhas diplomáticas projectadas e as circunstâncias de cada missão diplomática em Madrid, de 1668 a 1686. Neste sentido, centrámos a nossa observação nos cinco diplomatas portugueses que actuaram em Madrid, procurando descortinar o seu papel e quotidiano, percebendo as concretizações e contratempos das suas legações e captando a dinâmica entre o plano individual e o plano mais amplo da política externa portuguesa.
Autores principais:Soares, Carolina Esteves
Assunto:Portugal - Relações - Espanha - 1668-1686 Espanha - Relações - Portugal - 1668-1686 Diplomátas portugueses - Espanha - séc.17 Portugal - Política e governo - 1668-1686 Teses de mestrado - 2016
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Foram muitos os esforços do poder real para (re)construir o Estado português após sessenta anos de Monarquia Dual e aproximadamente trinta de guerra, redefinindo a actuação política portuguesa e discernindo-a da orientação da monarquia espanhola. Uma vez assinado o Tratado de Paz com Espanha, em Lisboa, a 13 de Fevereiro de 1668, a diplomacia portuguesa orientou-se no sentido de um distanciamento relativamente às questões europeias, procurando manter a neutralidade. O principal objectivo era o de assegurar a paz no reino, tarefa que não se revelou fácil, uma vez que a conjuntura internacional era de extrema complexidade. A nossa investigação procura, desta forma, estudar a reconstrução do diálogo ibérico, entendendo o esforço empreendido por Portugal para o cumprimento do capitulado, durante a regência de D. Pedro. Procurámos dar particular destaque à dialéctica entre as linhas diplomáticas projectadas e as circunstâncias de cada missão diplomática em Madrid, de 1668 a 1686. Neste sentido, centrámos a nossa observação nos cinco diplomatas portugueses que actuaram em Madrid, procurando descortinar o seu papel e quotidiano, percebendo as concretizações e contratempos das suas legações e captando a dinâmica entre o plano individual e o plano mais amplo da política externa portuguesa.