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O que há de sensorial nas perturbações do espetro do autismo? : revisão bibliográfica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Segundo a literatura médica, 69-100% das crianças com Perturbações do Espetro do Autismo apresentam padrões atípicos de modulação sensorial. Os défices na integração sensorial são frequentemente as primeiras manifestações que os pais destas crianças referem. Ao longo dos tempos, as classificações diagnósticas têm subvalorizado o domínio sensorial das Perturbações do Espetro do Autismo, no entanto, no DSM-5 este passou a ser um critério de diagnóstico. Tal inclusão é reforçada pelo papel das alterações sensoriais no desenvolvimento de estereotipias motoras e comportamentais e pelo seu impacto nas capacidades sociais, de comunicação e de atenção em crianças com Perturbações do Espetro do Autismo. Considerando a heterogeneidade das manifestações clínicas de Perturbações do Espetro do Autismo, os sinais/sintomas de hipo e de hiperresponsividade nos sete sistemas sensoriais apresentam valor diagnóstico na identificação precoce e enquanto possíveis biomarcadores de Perturbações do Espetro do Autismo. Contudo, nenhum destes demonstra evidência científica significativa no presente. Crianças com Perturbações da Regulação do Processamento Sensorial apresentam um risco superior para défices de desenvolvimento, sensoriais, motores, emocionais e comportamentais, logo é necessário estabelecer um diagnóstico diferencial entre estas e Perturbações do Espetro do Autismo. Tal está patente na DC:0-5, através da classificação das Perturbações da Regulação do Processamento Sensorial como diagnóstico de exclusão. A abordagem das crianças com Perturbações do Espetro do Autismo implica a avaliação da componente sensorial, embora os instrumentos sejam escassos. Estas crianças beneficiam de intervenções multidisciplinares, no entanto o papel da terapia de integração sensorial é pouco consistente, por agora.
Autores principais:Andrade, Catarina Luísa Jardim
Assunto:Perturbações do espetro do autismo Perturbações da regulação do processamento sensorial Manifestações sensoriais atípicas Idade pediátrica Pediatria
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Segundo a literatura médica, 69-100% das crianças com Perturbações do Espetro do Autismo apresentam padrões atípicos de modulação sensorial. Os défices na integração sensorial são frequentemente as primeiras manifestações que os pais destas crianças referem. Ao longo dos tempos, as classificações diagnósticas têm subvalorizado o domínio sensorial das Perturbações do Espetro do Autismo, no entanto, no DSM-5 este passou a ser um critério de diagnóstico. Tal inclusão é reforçada pelo papel das alterações sensoriais no desenvolvimento de estereotipias motoras e comportamentais e pelo seu impacto nas capacidades sociais, de comunicação e de atenção em crianças com Perturbações do Espetro do Autismo. Considerando a heterogeneidade das manifestações clínicas de Perturbações do Espetro do Autismo, os sinais/sintomas de hipo e de hiperresponsividade nos sete sistemas sensoriais apresentam valor diagnóstico na identificação precoce e enquanto possíveis biomarcadores de Perturbações do Espetro do Autismo. Contudo, nenhum destes demonstra evidência científica significativa no presente. Crianças com Perturbações da Regulação do Processamento Sensorial apresentam um risco superior para défices de desenvolvimento, sensoriais, motores, emocionais e comportamentais, logo é necessário estabelecer um diagnóstico diferencial entre estas e Perturbações do Espetro do Autismo. Tal está patente na DC:0-5, através da classificação das Perturbações da Regulação do Processamento Sensorial como diagnóstico de exclusão. A abordagem das crianças com Perturbações do Espetro do Autismo implica a avaliação da componente sensorial, embora os instrumentos sejam escassos. Estas crianças beneficiam de intervenções multidisciplinares, no entanto o papel da terapia de integração sensorial é pouco consistente, por agora.