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Estudo da relação entre temperamento, neofobia alimentar e preferências alimentares em crianças pré-escolares

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo está integrado numa investigação mais vasta, em que se pretende explorar os determinantes parentais do comportamento alimentar na criança pré-escolar, bem como avaliar a eficácia de um programa de promoção de comportamentos alimentares saudáveis de crianças em idade pré-escolar através da intervenção para a modificação de alguns desses determinantes parentais. Tem como propósito verificar a associação entre o temperamento e a neofobia alimentar e as preferências alimentares em crianças em idades pré-escolares. A amostra é constituída por 83 cuidadores e por 83 crianças com idades compreendidas entre os 2 e os 6 anos, pertencentes a dois jardins-escola do concelho de Loures e numa instituição particular de solidariedade social em Odivelas. Aos adultos responsáveis pelas crianças foi solicitado que respondessem a três questionários (Questionário sobre Dados Sociodemográficos, Escala de Neofobia Alimentar e Bateria de Avaliação do Temperamento Infantil) e às crianças que respondessem a uma medida de Preferências Alimentares. Os resultados demonstram que as crianças tendem a ter preferências alimentares razoáveis, que apenas um grupo restrito apresenta respostas neofóbicas e as características de inibição e impulsividade encontram-se dentro da média. Demonstram ainda a existência de uma associação negativa e fraca entre a neofobia alimentar e inibição comportamental, indicando que crianças mais inibidas apresentam níveis mais elevados de atitudes neofóbicas. Foi ainda encontrada associação entre neofobia alimentar e preferências alimentares, e ainda uma associação negativa entre inibição comportamental e a idade, sendo que à medida que a criança cresce o comportamento inibitório diminui. Os resultados encontrados poderão incentivar investigações futuras e promover a intervenção junto dos pais ao sensibilizar para uma escolha alimentar mais saudável.
Autores principais:Pataco, Joana Sofia Faquinéu
Assunto:Preferências alimentares Comportamento alimentar Neofobia alimentar Idade pré-escolar Teses de mestrado - 2013
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente estudo está integrado numa investigação mais vasta, em que se pretende explorar os determinantes parentais do comportamento alimentar na criança pré-escolar, bem como avaliar a eficácia de um programa de promoção de comportamentos alimentares saudáveis de crianças em idade pré-escolar através da intervenção para a modificação de alguns desses determinantes parentais. Tem como propósito verificar a associação entre o temperamento e a neofobia alimentar e as preferências alimentares em crianças em idades pré-escolares. A amostra é constituída por 83 cuidadores e por 83 crianças com idades compreendidas entre os 2 e os 6 anos, pertencentes a dois jardins-escola do concelho de Loures e numa instituição particular de solidariedade social em Odivelas. Aos adultos responsáveis pelas crianças foi solicitado que respondessem a três questionários (Questionário sobre Dados Sociodemográficos, Escala de Neofobia Alimentar e Bateria de Avaliação do Temperamento Infantil) e às crianças que respondessem a uma medida de Preferências Alimentares. Os resultados demonstram que as crianças tendem a ter preferências alimentares razoáveis, que apenas um grupo restrito apresenta respostas neofóbicas e as características de inibição e impulsividade encontram-se dentro da média. Demonstram ainda a existência de uma associação negativa e fraca entre a neofobia alimentar e inibição comportamental, indicando que crianças mais inibidas apresentam níveis mais elevados de atitudes neofóbicas. Foi ainda encontrada associação entre neofobia alimentar e preferências alimentares, e ainda uma associação negativa entre inibição comportamental e a idade, sendo que à medida que a criança cresce o comportamento inibitório diminui. Os resultados encontrados poderão incentivar investigações futuras e promover a intervenção junto dos pais ao sensibilizar para uma escolha alimentar mais saudável.