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As plantas medicinais na COVID-19:

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Resumo:Desde a Antiguidade que as mais diversas plantas medicinais são utilizadas, direta ou indiretamente, na prevenção, tratamento e redução de sintomas das doenças infeciosas, pelas suas inúmeras propriedades farmacológicas. A COVID-19, doença provocada pela infeção sintomática ao SARS-CoV-2, apresenta atualmente um elevado impacto em toda a sociedade e economia globais, pela sua alta taxa de transmissibilidade e afeção multissistémica, tendo já sido responsável por mais de 6 milhões e 300 mil mortes. O Objetivo principal desta monografia é assim, fazer um ponto de situação acerca do conhecimento atual e do papel das plantas medicinais na infeção da SARS-CoV-2. Para o efeito foi efetuada uma pesquisa bibliográfica em repositórios de informação científica, sendo que a maioria dos dados bibliográficos foram referentes aos últimos 4 anos. Após pesquisa foram identificadas 11 espécies, de relevância terapêutica ou adjuvantes na terapêutica da COVID-19. Destas, 5 foram associadas à mitigação dos sintomas (Lavandula angustifolia, Curcuma longa, Emblica officinalis, Zingiber officinale, Nigella sativa), incluindo o género Echinacea spp., 6 espécies apresentaram atividade antiviral em estudos “in vitro” e “in vivo” (Polygala tenuifolia, Areca catechu, Quercus acutíssima, Scutellaria baicalensis, Glycyrrhiza glabra, Thapsia garganica), 2 associadas à preparação de vacinas (Nicotiana benthamiana, Nicotiana tabacum), 6 associadas a suplementos alimentares e alimentos funcionais (Olea europea, Lavandula angustifólia, Origanum vulgare, Allium sativum, Cinnamomum verum, Hordeum vulgare) e do género Eucalyptus spp., 3 relevantes para aplicações biotecnológicas (Nicotiana tabacum, Zea mays, Oryza sativa). Esta seleção foi efetuada com base nos resultados de 5 ensaios clínicos e 6 estudos “in vitro” e “in vivo” por nós selecionados, realizados para avaliação do real potencial das diferentes plantas medicinais correspondentes, na prevenção e tratamento da COVID-19. As plantas parecem apresentar um elevado potencial no tratamento da COVID-19 em conjunto com a terapêutica moderna, o que pode ser muito relevante em determinadas culturas ou realidades económicas. No entanto, mais estudos são necessários para a desenvolvimento e aplicação de medicamentos à base de plantas para tratamento desta patologia.
Autores principais:Rodrigues, Eurico Gonçalo Guerreiro de Pires
Assunto:COVID-19 Ensaios clínicos Plantas medicinais Sintomas Terapêutica Mestrado integrado - 2022
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Desde a Antiguidade que as mais diversas plantas medicinais são utilizadas, direta ou indiretamente, na prevenção, tratamento e redução de sintomas das doenças infeciosas, pelas suas inúmeras propriedades farmacológicas. A COVID-19, doença provocada pela infeção sintomática ao SARS-CoV-2, apresenta atualmente um elevado impacto em toda a sociedade e economia globais, pela sua alta taxa de transmissibilidade e afeção multissistémica, tendo já sido responsável por mais de 6 milhões e 300 mil mortes. O Objetivo principal desta monografia é assim, fazer um ponto de situação acerca do conhecimento atual e do papel das plantas medicinais na infeção da SARS-CoV-2. Para o efeito foi efetuada uma pesquisa bibliográfica em repositórios de informação científica, sendo que a maioria dos dados bibliográficos foram referentes aos últimos 4 anos. Após pesquisa foram identificadas 11 espécies, de relevância terapêutica ou adjuvantes na terapêutica da COVID-19. Destas, 5 foram associadas à mitigação dos sintomas (Lavandula angustifolia, Curcuma longa, Emblica officinalis, Zingiber officinale, Nigella sativa), incluindo o género Echinacea spp., 6 espécies apresentaram atividade antiviral em estudos “in vitro” e “in vivo” (Polygala tenuifolia, Areca catechu, Quercus acutíssima, Scutellaria baicalensis, Glycyrrhiza glabra, Thapsia garganica), 2 associadas à preparação de vacinas (Nicotiana benthamiana, Nicotiana tabacum), 6 associadas a suplementos alimentares e alimentos funcionais (Olea europea, Lavandula angustifólia, Origanum vulgare, Allium sativum, Cinnamomum verum, Hordeum vulgare) e do género Eucalyptus spp., 3 relevantes para aplicações biotecnológicas (Nicotiana tabacum, Zea mays, Oryza sativa). Esta seleção foi efetuada com base nos resultados de 5 ensaios clínicos e 6 estudos “in vitro” e “in vivo” por nós selecionados, realizados para avaliação do real potencial das diferentes plantas medicinais correspondentes, na prevenção e tratamento da COVID-19. As plantas parecem apresentar um elevado potencial no tratamento da COVID-19 em conjunto com a terapêutica moderna, o que pode ser muito relevante em determinadas culturas ou realidades económicas. No entanto, mais estudos são necessários para a desenvolvimento e aplicação de medicamentos à base de plantas para tratamento desta patologia.