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Culturas de protesto em portugal na imprensa periódica: 1968-1970

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Seguindo a imprensa para avaliar a recepção da cultura de protesto em Portugal, o presente estudo centra-se na ideia de que os fenómenos contraculturais que decorreram no nosso país em finais da década de 60 foram manifestações que, tendo tido origem no estrangeiro, chegaram a Portugal com uma força que nem um regime que se opunha a valores democráticos podia travar. Para além disso, pretende-se estabelecer pontos de contacto entre os movimentos congéneres nos EUA, em França, no Reino Unido e em Portugal, país que vivia os anos finais de uma ditadura. Dado que este estudo se baseia na imprensa nacional, importa, não apenas clarificar conceitos como os de «cultura», «contracultura» e «cultura de protesto», mas também tentar interpretar o papel que teve a imprensa periódica na disseminação da cultura (de protesto) no Portugal dessa época. Neste sentido, não se pode deixar de dar relevância às novas (ou velhas) políticas que Marcelo Caetano adoptou para o país e para a imprensa. Se a censura continuou a existir após o afastamento político de Salazar, é necessário explicar de que forma jornalistas, escritores e intelectuais de diferentes áreas foram conseguindo protestar num país que, embora estivesse a passar por um processo de acentuado crescimento económico (como acontecia com muitos dos países democráticos ocidentais), não garantia as liberdades individuais de expressão.
Autores principais:Ferreira, Paulo Rodrigues
Assunto:Contracultura - Portugal - séc.20 Resistência política - Portugal - séc.20 Imprensa periódica - Portugal - séc.20 Portugal - História - séc.20
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Seguindo a imprensa para avaliar a recepção da cultura de protesto em Portugal, o presente estudo centra-se na ideia de que os fenómenos contraculturais que decorreram no nosso país em finais da década de 60 foram manifestações que, tendo tido origem no estrangeiro, chegaram a Portugal com uma força que nem um regime que se opunha a valores democráticos podia travar. Para além disso, pretende-se estabelecer pontos de contacto entre os movimentos congéneres nos EUA, em França, no Reino Unido e em Portugal, país que vivia os anos finais de uma ditadura. Dado que este estudo se baseia na imprensa nacional, importa, não apenas clarificar conceitos como os de «cultura», «contracultura» e «cultura de protesto», mas também tentar interpretar o papel que teve a imprensa periódica na disseminação da cultura (de protesto) no Portugal dessa época. Neste sentido, não se pode deixar de dar relevância às novas (ou velhas) políticas que Marcelo Caetano adoptou para o país e para a imprensa. Se a censura continuou a existir após o afastamento político de Salazar, é necessário explicar de que forma jornalistas, escritores e intelectuais de diferentes áreas foram conseguindo protestar num país que, embora estivesse a passar por um processo de acentuado crescimento económico (como acontecia com muitos dos países democráticos ocidentais), não garantia as liberdades individuais de expressão.