Publicação
Contributos da intervenção de enfermagem na promoção da transição para a maternidade e do aleitamento materno : um estudo quasi-experimental
| Resumo: | A gravidez e o pós-parto são caracterizados por grandes desafios e mudanças, com consequentes reajustamentos físicos, psicológicos, familiares e sociais. Os profissionais de saúde, através dos cuidados que prestam, constituem-se importantes recursos para ultrapassar com sucesso os desafios face à nova situação. O estudo teve como objectivo analisar os contributos de intervenções de enfermeiras de Centros de Saúde do distrito de Viana do Castelo, na promoção: i) do auto-cuidado e cuidados à criança, ii) da transição para a maternidade, iii) do aleitamento materno. Para tal desenhámos um estudo quasi-experimental, com uma amostra de 151 primíparas, com vigilância da gravidez e de saúde infantil nos Centros de Saúde, distribuídas aleatoriamente por quatro coortes. A variável independente foi a participação num curso de preparação para a parentalidade/parto e uma visita domiciliária no pós-parto. A recolha de dados ocorreu entre a 26ª e a 28ª semanas de gravidez, 28º e 32º dias após o parto e sexto mês após o parto, através de questionário, da escala Maternal Adjustment and Maternal Attitudes, Maternal Self-Report Inventory e Maternal Breastfeeding Evaluation Scale. Os resultados indicaram que os contributos para o auto-cuidado e os cuidados à criança foram elevados, diminuindo da gravidez até ao sexto mês após o parto, não se verificando efeitos decorrentes da intervenção. Na transição para a maternidade, o ajustamento face aos Sintomas Somáticos, e as Atitudes perante a Gravidez e o Bebé evoluiram favoravelmente, enquanto na Imagem Corporal e na Relação Conjugal a evolução foi desfavorável. Não se observaram efeitos decorrentes da intervenção. A auto-estima materna era elevada. O aleitamento materno, apresentou uma taxa de iniciação elevada (97,4%), com quebras acentuadas ao longo do tempo. A taxa de prevalência do aleitamento materno exclusivo ao primeiro mês foi de 41% e aos seis meses de 2%; a de aleitamento materno foi, respectivamente, de 79,9% e 37,1%. A duração média foi de 123,8±68,9 dias, amamentando durante mais tempo as mulheres com intervenção no pré e pós-parto. Em síntese, intervenções que se prolongam no tempo, com diversidade de estratégias e contextos de intervenção, tem efeitos na duração do aleitamento materno, não se verificando nas restantes situações em análise. |
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| Autores principais: | Graça, Luís Carlos Carvalho da |
| Assunto: | Cuidados de enfermagem Maternidade Auto-estima Aleitamento materno Teses de doutoramento - 2010 |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A gravidez e o pós-parto são caracterizados por grandes desafios e mudanças, com consequentes reajustamentos físicos, psicológicos, familiares e sociais. Os profissionais de saúde, através dos cuidados que prestam, constituem-se importantes recursos para ultrapassar com sucesso os desafios face à nova situação. O estudo teve como objectivo analisar os contributos de intervenções de enfermeiras de Centros de Saúde do distrito de Viana do Castelo, na promoção: i) do auto-cuidado e cuidados à criança, ii) da transição para a maternidade, iii) do aleitamento materno. Para tal desenhámos um estudo quasi-experimental, com uma amostra de 151 primíparas, com vigilância da gravidez e de saúde infantil nos Centros de Saúde, distribuídas aleatoriamente por quatro coortes. A variável independente foi a participação num curso de preparação para a parentalidade/parto e uma visita domiciliária no pós-parto. A recolha de dados ocorreu entre a 26ª e a 28ª semanas de gravidez, 28º e 32º dias após o parto e sexto mês após o parto, através de questionário, da escala Maternal Adjustment and Maternal Attitudes, Maternal Self-Report Inventory e Maternal Breastfeeding Evaluation Scale. Os resultados indicaram que os contributos para o auto-cuidado e os cuidados à criança foram elevados, diminuindo da gravidez até ao sexto mês após o parto, não se verificando efeitos decorrentes da intervenção. Na transição para a maternidade, o ajustamento face aos Sintomas Somáticos, e as Atitudes perante a Gravidez e o Bebé evoluiram favoravelmente, enquanto na Imagem Corporal e na Relação Conjugal a evolução foi desfavorável. Não se observaram efeitos decorrentes da intervenção. A auto-estima materna era elevada. O aleitamento materno, apresentou uma taxa de iniciação elevada (97,4%), com quebras acentuadas ao longo do tempo. A taxa de prevalência do aleitamento materno exclusivo ao primeiro mês foi de 41% e aos seis meses de 2%; a de aleitamento materno foi, respectivamente, de 79,9% e 37,1%. A duração média foi de 123,8±68,9 dias, amamentando durante mais tempo as mulheres com intervenção no pré e pós-parto. Em síntese, intervenções que se prolongam no tempo, com diversidade de estratégias e contextos de intervenção, tem efeitos na duração do aleitamento materno, não se verificando nas restantes situações em análise. |
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