Publicação
Análise comparativa de projeções de inundação em áreas estuarinas em contexto de alterações climáticas e identificação da exposição potencial ao risco
| Resumo: | As consequências do agravamento climático manifestam-se na inundação das áreas planas e de baixa altitude adjacentes aos estuários, regiões naturalmente suscetíveis ao fenómeno. As projeções de inundação futura apresentam múltiplas incertezas, pois os resultados variam conforme o cenário climático e o modelo de simulação utilizados. A presente dissertação identifica e quantifica o peso dessas incertezas através da análise individualizada dos modelos e do forçamento climático enquanto fatores de incerteza. Para isso, é efetuada uma análise comparativa de três modelos publicados na literatura — Climate Central (2021), Antunes et al. (2019) e Lopes et al. (2022) — que estimam o perigo de inundação futura. Todos consideram a subida do nível médio do mar, o efeito da maré e a ocorrência de storm surge, embora com diferenças na metodologia, parametrização, escala e resolução. O estudo é aplicado em cinco sistemas estuarinos de Portugal: Ria de Aveiro, estuários dos rios Mondego, Tejo, Sado e Ria Formosa. Os dados foram obtidos através da georreferenciação de imagens digitais e posterior vetorização, considerando múltiplos cenários climáticos e períodos. Após validação, foi produzida estatística espacial e cartografia de inundação e exposição potencial. A análise dos resultados revela que os modelos contribuem mais para as incertezas do que o forçamento climático, devido às fortes assimetrias entre si. O uso de diferentes cenários climáticos dentro do mesmo modelo mostrou oscilações menores, sugerindo menor impacto na incerteza global. Nos sistemas estuarinos com hidrodinâmica governada pela maré, as projeções foram mais consistentes. Já em áreas com maior escoamento fluvial, as divergências entre modelação estática e hidrodinâmica são acentuadas, sendo que a modelação hidrodinâmica conduz a menor área inundável e exposição potencial. O estudo sublinha a importância de identificar as fontes de incerteza e comunicá-las claramente, para que as medidas de prevenção e adaptação ao perigo de inundação estuarina sejam ajustadas em conformidade. |
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| Autores principais: | Domingos, Alexandre Miguel Cristóvão |
| Assunto: | Inundação estuarina Incerteza Modelos Forçamento climático Sistemas de Informação Geográfica |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As consequências do agravamento climático manifestam-se na inundação das áreas planas e de baixa altitude adjacentes aos estuários, regiões naturalmente suscetíveis ao fenómeno. As projeções de inundação futura apresentam múltiplas incertezas, pois os resultados variam conforme o cenário climático e o modelo de simulação utilizados. A presente dissertação identifica e quantifica o peso dessas incertezas através da análise individualizada dos modelos e do forçamento climático enquanto fatores de incerteza. Para isso, é efetuada uma análise comparativa de três modelos publicados na literatura — Climate Central (2021), Antunes et al. (2019) e Lopes et al. (2022) — que estimam o perigo de inundação futura. Todos consideram a subida do nível médio do mar, o efeito da maré e a ocorrência de storm surge, embora com diferenças na metodologia, parametrização, escala e resolução. O estudo é aplicado em cinco sistemas estuarinos de Portugal: Ria de Aveiro, estuários dos rios Mondego, Tejo, Sado e Ria Formosa. Os dados foram obtidos através da georreferenciação de imagens digitais e posterior vetorização, considerando múltiplos cenários climáticos e períodos. Após validação, foi produzida estatística espacial e cartografia de inundação e exposição potencial. A análise dos resultados revela que os modelos contribuem mais para as incertezas do que o forçamento climático, devido às fortes assimetrias entre si. O uso de diferentes cenários climáticos dentro do mesmo modelo mostrou oscilações menores, sugerindo menor impacto na incerteza global. Nos sistemas estuarinos com hidrodinâmica governada pela maré, as projeções foram mais consistentes. Já em áreas com maior escoamento fluvial, as divergências entre modelação estática e hidrodinâmica são acentuadas, sendo que a modelação hidrodinâmica conduz a menor área inundável e exposição potencial. O estudo sublinha a importância de identificar as fontes de incerteza e comunicá-las claramente, para que as medidas de prevenção e adaptação ao perigo de inundação estuarina sejam ajustadas em conformidade. |
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