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A tentativa gorada de reaver o Timor português pelo Partido Católico da Indonésia, em 1962: Fransciscus Xavierus Seda e a Comissão Eclesiástica da Indonésia que recusou o pedido de integração pacífica do Timor português na Indonésia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O líder do Partido Católico da Indonésia, Franciscus Xaverius Seda, propôs em 1962 ao Presidente Ahmed Sukarno um plano que visava a integração do Timor Português na «grande Indonésia», sem muita violência. Assim, realizou-se uma conferência episcopal da Indonésia em que o assunto foi debatido e decidiram encarregar o arcebispo de Ende, na ilha das Flores, D. Gabriel Johanes Wilhemus Manek, e o bispo de Atambua do Timor Ocidental, D. Theodorus van den Tillaart, para encetarem junto do prelado de Díli, D. Jaime Garcia Goulart, as necessárias negociações que levassem a este fim. Ambos os bispos indonésios disseram que não o fariam, visto que se tratava de um assunto estritamente político e não espiritual. Porém, o facto de que a nível religioso se colocou esta questão contribuiu para que Franciscus Xaverius Seda permanecesse impedurante nove anos e meio no Conselho de Ministros da Indonésia, mantendo- se entre as administrações de Ahmed Sukarno e a de Hadji Mohamed Suharto, apesar de meio milhão de mortos quando houve o golpe militar e embora ele representasse apenas dois por cento da população da Indonésia.
Autores principais:Silva Fernandes, Moisés
Assunto:Descolonização Animistas Partido minoritário Regimes opostos
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O líder do Partido Católico da Indonésia, Franciscus Xaverius Seda, propôs em 1962 ao Presidente Ahmed Sukarno um plano que visava a integração do Timor Português na «grande Indonésia», sem muita violência. Assim, realizou-se uma conferência episcopal da Indonésia em que o assunto foi debatido e decidiram encarregar o arcebispo de Ende, na ilha das Flores, D. Gabriel Johanes Wilhemus Manek, e o bispo de Atambua do Timor Ocidental, D. Theodorus van den Tillaart, para encetarem junto do prelado de Díli, D. Jaime Garcia Goulart, as necessárias negociações que levassem a este fim. Ambos os bispos indonésios disseram que não o fariam, visto que se tratava de um assunto estritamente político e não espiritual. Porém, o facto de que a nível religioso se colocou esta questão contribuiu para que Franciscus Xaverius Seda permanecesse impedurante nove anos e meio no Conselho de Ministros da Indonésia, mantendo- se entre as administrações de Ahmed Sukarno e a de Hadji Mohamed Suharto, apesar de meio milhão de mortos quando houve o golpe militar e embora ele representasse apenas dois por cento da população da Indonésia.