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Estudo clínico de utilização de anti-histamínico na doença respiratória bovina

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Resumo:A doença respiratória bovina é uma condição comum em vitelos leiteiros e, apesar dos esforços realizados para a combater, o seu tratamento continua a apresentar desafios. É fundamental identificar possíveis melhorias nesse processo para aumentar a sua eficácia. O principal objetivo do presente estudo foi avaliar a eficácia da utilização de um anti-histamínico, maleato de clorfenamina (Ancesol®) no tratamento da doença respiratória bovina, utilizando sistemas de pontuação clínicos para a avaliação dos sinais clínicos mais comumente associados a esta doença, e utilização de registos das amamentadoras automáticas para avaliação dos indicadores alimentares, percentagem de consumo, velocidade de ingestão, ganho médio diário e visitas sem consumo. Para o presente estudo foram avaliados 60 vitelos de leite, com idades entre os 7 e os 88 dias, pertencentes a uma única exploração leiteira, localizada na zona de Benavente. Os vitelos, com diagnóstico de doença respiratória, foram distribuídos aleatoriamente por dois grupos, o grupo controlo (n=31) e o grupo Ancesol (n=29). Todos os vitelos foram avaliados durante três dias após o diagnóstico, tendo sido registadas as pontuações clínicas dos sinais clínicos: corrimento nasal, corrimento ocular, posição das orelhas, tosse, temperatura retal e consistência das fezes. Os indicadores alimentares, percentagem de consumo, velocidade de ingestão, ganho médio diário e visitas sem consumo, foram obtidos através das amamentadoras automáticas, no período de 5 dias antes do diagnóstico de doença respiratória bovina e 15 dias após o diagnóstico. As diferenças para as médias relativas às pontuações clínicas: corrimento nasal (valor de p = 0,94), posição das orelhas (valor de p = 0,45), tosse (valor de p = 0,71), temperatura (valor de p =0,92) e fecal (valor de p =0,58) entre os animais dos dois grupos não foram estatisticamente significativas. As diferenças nas médias relativas à percentagem de consumo entre o grupo controlo e o grupo Ancesol, mostraram ser estatisticamente significativas (valor de p< 0,001). Contudo as diferenças nas médias relativas à velocidade de ingestão (valor de p = 0,53), ao ganho médio diário (valor de p = 0,13) e às visitas sem consumo (valor de p = 0,65) não foram estatisticamente significativas. Face aos resultados obtidos este estudo não deu indicações favoráveis quanto à utilização deste anti-histamínico no tratamento da doença respiratória bovina, contudo seria vantajoso a realização de estudos com uma amostra populacional maior e que abrangessem mais do que uma exploração
Autores principais:Silva, Beatriz Gata Teixeira da
Assunto:Doença respiratória bovina Anti-histamínico Sistema de pontuação clínico Amamentadoras automáticas Bovine respiratory disease Antihistamine Clinical scoring system Automated milk feeders
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A doença respiratória bovina é uma condição comum em vitelos leiteiros e, apesar dos esforços realizados para a combater, o seu tratamento continua a apresentar desafios. É fundamental identificar possíveis melhorias nesse processo para aumentar a sua eficácia. O principal objetivo do presente estudo foi avaliar a eficácia da utilização de um anti-histamínico, maleato de clorfenamina (Ancesol®) no tratamento da doença respiratória bovina, utilizando sistemas de pontuação clínicos para a avaliação dos sinais clínicos mais comumente associados a esta doença, e utilização de registos das amamentadoras automáticas para avaliação dos indicadores alimentares, percentagem de consumo, velocidade de ingestão, ganho médio diário e visitas sem consumo. Para o presente estudo foram avaliados 60 vitelos de leite, com idades entre os 7 e os 88 dias, pertencentes a uma única exploração leiteira, localizada na zona de Benavente. Os vitelos, com diagnóstico de doença respiratória, foram distribuídos aleatoriamente por dois grupos, o grupo controlo (n=31) e o grupo Ancesol (n=29). Todos os vitelos foram avaliados durante três dias após o diagnóstico, tendo sido registadas as pontuações clínicas dos sinais clínicos: corrimento nasal, corrimento ocular, posição das orelhas, tosse, temperatura retal e consistência das fezes. Os indicadores alimentares, percentagem de consumo, velocidade de ingestão, ganho médio diário e visitas sem consumo, foram obtidos através das amamentadoras automáticas, no período de 5 dias antes do diagnóstico de doença respiratória bovina e 15 dias após o diagnóstico. As diferenças para as médias relativas às pontuações clínicas: corrimento nasal (valor de p = 0,94), posição das orelhas (valor de p = 0,45), tosse (valor de p = 0,71), temperatura (valor de p =0,92) e fecal (valor de p =0,58) entre os animais dos dois grupos não foram estatisticamente significativas. As diferenças nas médias relativas à percentagem de consumo entre o grupo controlo e o grupo Ancesol, mostraram ser estatisticamente significativas (valor de p< 0,001). Contudo as diferenças nas médias relativas à velocidade de ingestão (valor de p = 0,53), ao ganho médio diário (valor de p = 0,13) e às visitas sem consumo (valor de p = 0,65) não foram estatisticamente significativas. Face aos resultados obtidos este estudo não deu indicações favoráveis quanto à utilização deste anti-histamínico no tratamento da doença respiratória bovina, contudo seria vantajoso a realização de estudos com uma amostra populacional maior e que abrangessem mais do que uma exploração