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O uso das tecnologias digitais numa escola com 3º ciclo do ensino básico : efeitos sobre a autorregulação da aprendizagem

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Potenciar experiências de aprendizagem autónoma e significativa em ambientes de aprendizagem apoiados pela tecnologia constitui um desafio diário para as escolas e professores de modo a dotar os alunos de competências autorregulatórias ao longo da vida. As diferentes iniciativas quer a nível nacional quer internacional que permitiram o equipamento das escolas com ferramentas digitais conduziram a investigações no âmbito dos processos de ensino e de aprendizagem, nomeadamente sobre a regulação da aprendizagem nestes ambientes. A reflexão sobre as vantagens e constrangimentos do uso da tecnologia nas escolas poderá contribuir para o desenvolvimento de estratégias educativas que permitam promover oportunidades de tomada de decisão nos alunos durante o processo de aprendizagem. A investigação tem-se centrado sobre ferramentas como o Moodle, que possibilitam a personalização do percurso dos aprendentes e a partilha, principalmente no âmbito do ensino superior. Os estudos desenvolvidos em escolas do Ensino Básico e Secundário têm realçado uma subutilização curricular das ferramentas digitais para o desenvolvimento das competências autorregulatórias. Neste âmbito, esta investigação, enquadrada numa perspetiva sociocognitiva, visa perceber de que forma as ferramentas digitais podem ser um recurso para a regulação da aprendizagem em alunos do 3º ciclo do Ensino Básico. Para concretizar este objetivo, apresentam-se quatro estudos interligados realizados numa escola secundária com 3º ciclo do Ensino Básico que permitem, através do cruzamento de dados, métodos e técnicas de investigação, compreender as perspetivas dos professores e dos alunos sobre a autorregulação da aprendizagem em ambientes apoiados pela tecnologia. O primeiro estudo teve como objetivos compreender quais as perceções dos professores sobre a utilização das TIC na gestão do processo de ensino e de aprendizagem e ainda promover a reflexão sobre o nível de maturidade no uso dessas mesmas tecnologias. Após a apresentação do perfil da escola no primeiro estudo, o segundo pretendeu identificar quais as ferramentas digitais mais utilizadas no processo de ensino e de aprendizagem por alunos e por professores. Em consonância com as conclusões dos dois primeiros estudos, o terceiro pretendeu entender de que forma os alunos reportam como autorregulam a aprendizagem quando utilizam o Moodle para fins de estudo. O quarto e último estudo pretendeu investigar a relação entre a perceção dos alunos sobre o planeamento, execução e autorreflexão da aprendizagem evidenciada no terceiro estudo e a seleção de determinado tipo de recursos e atividades da plataforma Moodle. Os instrumentos construídos no âmbito desta investigação podem contribuir para: promover a reflexão dos docentes sobre o uso das TIC e o nível de maturidade da escola sobre esse mesmo uso; perceber como os alunos reportam a autorregulação da sua aprendizagem; identificar quais os recursos e atividades mais selecionados na plataforma Moodle no âmbito da planificação, desempenho e autorreflexão. No geral, os resultados realçaram as variáveis da regulação da aprendizagem dependentes da escola, dos professores e dos alunos. A investigação aponta pistas para intervenção a nível macro, meso e micro, bem como orientações e sugestões para estratégias de ensino e de aprendizagem em ambientes apoiados pela tecnologia.
Autores principais:De Oliveira, Paula Fernanda Diogo
Assunto:Teses de doutoramento - 2018 Auto-regulação da aprendizagem Moodle Recursos educativos
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Potenciar experiências de aprendizagem autónoma e significativa em ambientes de aprendizagem apoiados pela tecnologia constitui um desafio diário para as escolas e professores de modo a dotar os alunos de competências autorregulatórias ao longo da vida. As diferentes iniciativas quer a nível nacional quer internacional que permitiram o equipamento das escolas com ferramentas digitais conduziram a investigações no âmbito dos processos de ensino e de aprendizagem, nomeadamente sobre a regulação da aprendizagem nestes ambientes. A reflexão sobre as vantagens e constrangimentos do uso da tecnologia nas escolas poderá contribuir para o desenvolvimento de estratégias educativas que permitam promover oportunidades de tomada de decisão nos alunos durante o processo de aprendizagem. A investigação tem-se centrado sobre ferramentas como o Moodle, que possibilitam a personalização do percurso dos aprendentes e a partilha, principalmente no âmbito do ensino superior. Os estudos desenvolvidos em escolas do Ensino Básico e Secundário têm realçado uma subutilização curricular das ferramentas digitais para o desenvolvimento das competências autorregulatórias. Neste âmbito, esta investigação, enquadrada numa perspetiva sociocognitiva, visa perceber de que forma as ferramentas digitais podem ser um recurso para a regulação da aprendizagem em alunos do 3º ciclo do Ensino Básico. Para concretizar este objetivo, apresentam-se quatro estudos interligados realizados numa escola secundária com 3º ciclo do Ensino Básico que permitem, através do cruzamento de dados, métodos e técnicas de investigação, compreender as perspetivas dos professores e dos alunos sobre a autorregulação da aprendizagem em ambientes apoiados pela tecnologia. O primeiro estudo teve como objetivos compreender quais as perceções dos professores sobre a utilização das TIC na gestão do processo de ensino e de aprendizagem e ainda promover a reflexão sobre o nível de maturidade no uso dessas mesmas tecnologias. Após a apresentação do perfil da escola no primeiro estudo, o segundo pretendeu identificar quais as ferramentas digitais mais utilizadas no processo de ensino e de aprendizagem por alunos e por professores. Em consonância com as conclusões dos dois primeiros estudos, o terceiro pretendeu entender de que forma os alunos reportam como autorregulam a aprendizagem quando utilizam o Moodle para fins de estudo. O quarto e último estudo pretendeu investigar a relação entre a perceção dos alunos sobre o planeamento, execução e autorreflexão da aprendizagem evidenciada no terceiro estudo e a seleção de determinado tipo de recursos e atividades da plataforma Moodle. Os instrumentos construídos no âmbito desta investigação podem contribuir para: promover a reflexão dos docentes sobre o uso das TIC e o nível de maturidade da escola sobre esse mesmo uso; perceber como os alunos reportam a autorregulação da sua aprendizagem; identificar quais os recursos e atividades mais selecionados na plataforma Moodle no âmbito da planificação, desempenho e autorreflexão. No geral, os resultados realçaram as variáveis da regulação da aprendizagem dependentes da escola, dos professores e dos alunos. A investigação aponta pistas para intervenção a nível macro, meso e micro, bem como orientações e sugestões para estratégias de ensino e de aprendizagem em ambientes apoiados pela tecnologia.