Publicação

Postoperative aortic outcomes after endovascular aortic aneurysm repair in patients with type 2 diabetes

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: Apesar do declínio na prevalência de aneurismas de aorta abdominal (AAA) nos últimos anos, continuam a apresentar significativa morbilidade e mortalidade quando sintomáticos ou rotos (Lilja et al., 2017). A diabetes parece ser um fator protetor em relação à progressão e rutura dos AAA. Com pouca ou nenhuma evidência sobre os resultados pós-operatórios após reparação aórtica em doentes com diabetes tipo 2, o objetivo deste estudo é identificar o impacto da diabetes tipo 2 no pós-operatório da reparação endovascular dos AAA. Material e métodos: Foi realizado um estudo de coorte retrospectivo com doentes submetidos a cirurgia endovascular de AAA no CHULN. Os doentes foram categorizados de acordo com a presença de diabetes tipo 2. O endpoint primário foi definido como a incidência de eventos aórticos pós-operatórios, ou seja, a taxa de incidência de re-intervenções ou rutura aórtica e mortalidade associada. Os endpoints secundários incluíram medidas de eficácia, como encolhimento do saco aneurismático; complicações a curto prazo, como enfarte, AVC e lesão renal; e complicações a longo prazo, nomeadamente endoleaks, bem como a mortalidade geral e operatória. Resultados: Foram considerados um total de 335 doentes, dos quais 78 (23,3%) eram diabéticos. Os doentes diabéticos apresentaram maiores taxas de dislipidemia e hipertensão (p <.05). Os diabéticos apresentaram também maiores taxas de eventos aórticos, embora sem alcançar significância estatística (IC 1.39 (.77-2.52)). Após ajuste para fatores confundentes, a diabetes manteve associação não significativa (IC 1.21 (.65-2.26)). Os diabéticos também tiveram uma tendência para uma menor regressão do saco aneurismático, bem como taxas mais elevadas de endoleaks. Conclusão: Embora a diabetes apresente um efeito protetor em relação à progressão e rutura do AAA, esta patologia parece ter um efeito negativo, embora não significativo, nos resultados pós-operatórios, nomeadamente eventos aórticos e mortalidade geral.
Autores principais:Gonçalves, Hugo Fabian Duquellenec
Assunto:Diabetes Aneurisma de aorta Endoleaks Eventos aórticos Reparação endovascular Complicações pós-operatórias
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: Apesar do declínio na prevalência de aneurismas de aorta abdominal (AAA) nos últimos anos, continuam a apresentar significativa morbilidade e mortalidade quando sintomáticos ou rotos (Lilja et al., 2017). A diabetes parece ser um fator protetor em relação à progressão e rutura dos AAA. Com pouca ou nenhuma evidência sobre os resultados pós-operatórios após reparação aórtica em doentes com diabetes tipo 2, o objetivo deste estudo é identificar o impacto da diabetes tipo 2 no pós-operatório da reparação endovascular dos AAA. Material e métodos: Foi realizado um estudo de coorte retrospectivo com doentes submetidos a cirurgia endovascular de AAA no CHULN. Os doentes foram categorizados de acordo com a presença de diabetes tipo 2. O endpoint primário foi definido como a incidência de eventos aórticos pós-operatórios, ou seja, a taxa de incidência de re-intervenções ou rutura aórtica e mortalidade associada. Os endpoints secundários incluíram medidas de eficácia, como encolhimento do saco aneurismático; complicações a curto prazo, como enfarte, AVC e lesão renal; e complicações a longo prazo, nomeadamente endoleaks, bem como a mortalidade geral e operatória. Resultados: Foram considerados um total de 335 doentes, dos quais 78 (23,3%) eram diabéticos. Os doentes diabéticos apresentaram maiores taxas de dislipidemia e hipertensão (p <.05). Os diabéticos apresentaram também maiores taxas de eventos aórticos, embora sem alcançar significância estatística (IC 1.39 (.77-2.52)). Após ajuste para fatores confundentes, a diabetes manteve associação não significativa (IC 1.21 (.65-2.26)). Os diabéticos também tiveram uma tendência para uma menor regressão do saco aneurismático, bem como taxas mais elevadas de endoleaks. Conclusão: Embora a diabetes apresente um efeito protetor em relação à progressão e rutura do AAA, esta patologia parece ter um efeito negativo, embora não significativo, nos resultados pós-operatórios, nomeadamente eventos aórticos e mortalidade geral.