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Reabilitar a Roça Agostinho Neto para Recuperar a Identidade da Roça Rio do Ouro

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Detalhes bibliográficos
Resumo:De território virgem à símbolo de prosperidade, São Tomé e Príncipe representava o poderio do império português e marco da expansão marítima em tempos onde grande parte do que conhecemos hoje ainda estava por descobrir. O fim da relação administrativa entre Portugal e a colônia, significou a intensificação da decadência económica em que o arquipélago já se encontrava imerso, acarretando a perda da sua importância produtiva e o desmantelamento das unidades industriais, as roças. Consequentemente, a estrutura socioeconómica destas unidades agro-urbanas foram progressivamente se degradando e incluso abandonadas. Através da análise global ao território e posterior acercamento ao objeto de estudo deste TFM – a roça Agostinho Neto –, a degradação do patrimonio arquitetónico e o desamparo às comunidades carentes verificadas servem de incentivo na procura por soluções que respondam de forma adequada às problemáticas atuais. A falta de equipamentos e serviços que permitam impulsionar as dinâmicas socioeconómicas surge notoriamente como uma das necessidades mais urgentes. Os acúmulos destas condições atuam como aliciantes à fuga para as cidades rompendo a relação e o sentimento de pertença das gerações mais jovens com o lugar. À luz das necessidades observadas e como medida para a reabilitação e revitalização social e económica desta comunidade, a proposta de intervenção prevê a criação de um equipamento educacional e de formação profissional cujo objetivo é estabelecer uma nova centralidade no tecido urbano da roça. A proposta teve em consideração as características da arquitetura vernacular tropical e os aspetos da cultura santomense, procurando integrá-los no desenho regido pelos principios da arquitetura sustentável. O projeto tem pretensões de servir não só a roça Agostinho Neto, mas também atuar como um centro dinamizador para outras comunidades cercanas, promovendo o aproveitamento das potencialidades locais e a revalorização do meio rural através do desenvolvimento sustentável objetivando a autossuficiência individual e coletiva.
Autores principais:Oliveira, João Mauricio da Silva
Assunto:Património Roça arquitetura tropical reabilitação equipamento educacional
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:De território virgem à símbolo de prosperidade, São Tomé e Príncipe representava o poderio do império português e marco da expansão marítima em tempos onde grande parte do que conhecemos hoje ainda estava por descobrir. O fim da relação administrativa entre Portugal e a colônia, significou a intensificação da decadência económica em que o arquipélago já se encontrava imerso, acarretando a perda da sua importância produtiva e o desmantelamento das unidades industriais, as roças. Consequentemente, a estrutura socioeconómica destas unidades agro-urbanas foram progressivamente se degradando e incluso abandonadas. Através da análise global ao território e posterior acercamento ao objeto de estudo deste TFM – a roça Agostinho Neto –, a degradação do patrimonio arquitetónico e o desamparo às comunidades carentes verificadas servem de incentivo na procura por soluções que respondam de forma adequada às problemáticas atuais. A falta de equipamentos e serviços que permitam impulsionar as dinâmicas socioeconómicas surge notoriamente como uma das necessidades mais urgentes. Os acúmulos destas condições atuam como aliciantes à fuga para as cidades rompendo a relação e o sentimento de pertença das gerações mais jovens com o lugar. À luz das necessidades observadas e como medida para a reabilitação e revitalização social e económica desta comunidade, a proposta de intervenção prevê a criação de um equipamento educacional e de formação profissional cujo objetivo é estabelecer uma nova centralidade no tecido urbano da roça. A proposta teve em consideração as características da arquitetura vernacular tropical e os aspetos da cultura santomense, procurando integrá-los no desenho regido pelos principios da arquitetura sustentável. O projeto tem pretensões de servir não só a roça Agostinho Neto, mas também atuar como um centro dinamizador para outras comunidades cercanas, promovendo o aproveitamento das potencialidades locais e a revalorização do meio rural através do desenvolvimento sustentável objetivando a autossuficiência individual e coletiva.