Publicação
Indícios de sobredotação e criatividade na criança : perceções de educadores do pré-escolar no Brasil e em Portugal
| Resumo: | O presente estudo teve como objetivo principal investigar a perceção dos educadores de infância acerca da sobredotação e da criatividade no contexto do pré-escolar do Brasil e de Portugal. Analisaram-se as perceções dos educadores e o modo como se relacionam e se diferenciam atendendo a fatores sociodemográficos, psicológicos e pessoais desses profissionais. A metodologia contemplou dois estudos: Estudo 1- Grande Grupo, com uma abordagem quantitativa; e o Estudo 2- Pequeno Grupo, com uma abordagem qualitativa. A amostra foi composta por 245 educadores do Brasil e de Portugal no Estudo 1, e 8 educadores do Brasil e de Portugal no Estudo 2. No Estudo 1 foi desenvolvido um inquérito que incluiu a Escala de Caracterização da Sobredotação (ECS), a Escala de Caracterização da Criatividade (ECC), e a Escala de Autoeficácia dos Professores (EAEfP), e questões acerca das variáveis dos educadores. O Estudo 2 foi desenvolvido através de uma entrevista semiestruturada, aplicada a educadores de infância de ambos os países. A análise dos resultados quantitativos permitiu encontrar elementos de caracterização na perceção da sobredotação e da criatividade dos educadores em função do tipo de escola e dos anos de serviço, com diferenças estatisticamente significativas apresentadas. Apresentando-se superiores nos educadores do setor público na perceção da sobredotação nas dimensões Adaptabilidade e Gestão da Aprendizagem; e na perceção da criatividade nas dimensões Originalidade, Questionação e Pensamento. Em função dos anos de serviço, notou-se diferenças significativas na perceção da sobredotação entre os educadores com menos de 10 anos de serviço e os educadores com mais de 20 anos de experiência profissional na perceção das características da dimensão Inquietação, e na perceção da criatividade entre os educadores com menos de 10 anos de serviço e os educadores com mais de 20 anos de experiência na dimensão Questionação. Observou-se, também, a existência de correlações significativas e positivas entre a perceção da sobredotação e a perceção da criatividade, e entre as perceções da sobredotação e da criatividade e a autoeficácia dos educadores. Na análise dos resultados qualitativos (Estudo 2) encontrou-se que os educadores de infância caracterizam a sobredotação e a criatividade baseadas em conhecimentos teóricos considerando o pré-escolar como uma etapa educacional importante ao incentivo à criatividade, mas ainda têm poucas informações acerca do reconhecimento e sinalização da sobredotação no contexto do pré-escolar. Esta investigação encontrou que os educadores de infância percecionam a sobredotação e a criatividade através de indícios caracterizadores do aprendiz, mas ainda têm necessidades de novas formações acerca do reconhecimento e da avaliação desses constructos nas intervenções pedagógicas com crianças dos 3 aos 5 anos de idade. Apresentam-se também as conclusões e sugestões para estudos futuros. |
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| Autores principais: | Fleig Dal Forno, Leticia |
| Assunto: | Teses de doutoramento - 2015 |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente estudo teve como objetivo principal investigar a perceção dos educadores de infância acerca da sobredotação e da criatividade no contexto do pré-escolar do Brasil e de Portugal. Analisaram-se as perceções dos educadores e o modo como se relacionam e se diferenciam atendendo a fatores sociodemográficos, psicológicos e pessoais desses profissionais. A metodologia contemplou dois estudos: Estudo 1- Grande Grupo, com uma abordagem quantitativa; e o Estudo 2- Pequeno Grupo, com uma abordagem qualitativa. A amostra foi composta por 245 educadores do Brasil e de Portugal no Estudo 1, e 8 educadores do Brasil e de Portugal no Estudo 2. No Estudo 1 foi desenvolvido um inquérito que incluiu a Escala de Caracterização da Sobredotação (ECS), a Escala de Caracterização da Criatividade (ECC), e a Escala de Autoeficácia dos Professores (EAEfP), e questões acerca das variáveis dos educadores. O Estudo 2 foi desenvolvido através de uma entrevista semiestruturada, aplicada a educadores de infância de ambos os países. A análise dos resultados quantitativos permitiu encontrar elementos de caracterização na perceção da sobredotação e da criatividade dos educadores em função do tipo de escola e dos anos de serviço, com diferenças estatisticamente significativas apresentadas. Apresentando-se superiores nos educadores do setor público na perceção da sobredotação nas dimensões Adaptabilidade e Gestão da Aprendizagem; e na perceção da criatividade nas dimensões Originalidade, Questionação e Pensamento. Em função dos anos de serviço, notou-se diferenças significativas na perceção da sobredotação entre os educadores com menos de 10 anos de serviço e os educadores com mais de 20 anos de experiência profissional na perceção das características da dimensão Inquietação, e na perceção da criatividade entre os educadores com menos de 10 anos de serviço e os educadores com mais de 20 anos de experiência na dimensão Questionação. Observou-se, também, a existência de correlações significativas e positivas entre a perceção da sobredotação e a perceção da criatividade, e entre as perceções da sobredotação e da criatividade e a autoeficácia dos educadores. Na análise dos resultados qualitativos (Estudo 2) encontrou-se que os educadores de infância caracterizam a sobredotação e a criatividade baseadas em conhecimentos teóricos considerando o pré-escolar como uma etapa educacional importante ao incentivo à criatividade, mas ainda têm poucas informações acerca do reconhecimento e sinalização da sobredotação no contexto do pré-escolar. Esta investigação encontrou que os educadores de infância percecionam a sobredotação e a criatividade através de indícios caracterizadores do aprendiz, mas ainda têm necessidades de novas formações acerca do reconhecimento e da avaliação desses constructos nas intervenções pedagógicas com crianças dos 3 aos 5 anos de idade. Apresentam-se também as conclusões e sugestões para estudos futuros. |
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