Publicação
Utilização da escala multidimensional composta para avaliação de dor aguda pós-cirúrgica em gato para comparação de eficácia de três protocolos analgésicos no modelo cirúrgico de ovariohisterectomia eletiva felina
| Resumo: | O alívio da dor pericirúrgica é uma temática essencial em Medicina Veterinária, não só pela promoção do bem-estar dos animais, como de uma melhor recuperação da anestesia. O gato (Felis silvestris catus) é uma das espécies sobre as quais há um menor domínio do reconhecimento e do controlo da dor. Recentemente, foi desenvolvida a “Escala Multidimensional Composta Para Avaliação de Dor Aguda Pós-Cirúrgica em Gato”, que constitui uma nova ferramenta no maneio da dor felina. O presente estudo teve como objetivo a utilização da referida escala para comparar a eficácia de três protocolos analgésicos, administrados em gatas saudáveis (n=30), submetidas a ovariohisterectomia eletiva. Para efeitos de avaliação de dor peri-cirúrgica consideraram-se as pontuações de dor no pré-cirúrgico (T0) e às 1h (T1), 2h (T2), 3h (T3), 4h (T4), 24h (T24) e 48h (T48) após a recuperação anestésica. Os grupos de estudo – GR, GB e GRB – foram, respetivamente, pré-medicados com robenacoxib (SC, 2mg/Kg) (n=10), buprenorfina (EV, 0.02mg/Kg) (n=10) e a combinação de ambos os fármacos (n=10), 30-45 minutos antes da cirurgia. Durante o procedimento, monitorizaram-se variáveis fisiológicas, como a pressão arterial sistólica, a frequência cardíaca e a frequência respiratória. No pós-cirúrgico, pontuações de dor iguais ou superiores a 8, com avaliação clínica concordante, remetiam para analgesia de resgate (buprenorfina IM, 0,02mg/Kg). A análise estatística foi realizada com o software SAS 9.3 (SAS Institute, 2004), com recurso à análise de variância “One Way ANOVA”, ao teste de comparação de médias, utilizando um teste t, e ao teste de qui-quadrado. Os resultados revelaram pontuações de dor mais elevadas no grupo GB, seguido do GR e, finalmente, do GRB. Quanto às analgesias de resgate, foram efetuadas em 2 gatas do grupo GR, 3 do grupo GB e 0 do grupo GRB. Ainda que não se tivesse encontrado diferença significativa entre os protocolos analgésicos, quando se analisaram as repetições das analgesias de resgate, verificou-se maior exigência das mesmas no grupo GB. Da análise das variáveis fisiológicas, retirou-se que apenas para a pressão arterial sistólica houve diferenças significativas entre grupos. Concluiu-se que a analgesia multimodal se mostrou mais eficiente, embora ambos os protocolos com robenacoxib se tenham mostrado eficazes. Podemos também referir que a presente escala de dor permitiu uma pontuação fidedigna e uma abordagem à dor póscirúrgica do gato bem-sucedida. |
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| Autores principais: | Sousa, Sofia Palacim Terreiro de |
| Assunto: | Gato Ovariohisterectomia Dor Buprenorfina Robenacoxib Cat Ovariohysterectomy Pain Buprenorphine |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O alívio da dor pericirúrgica é uma temática essencial em Medicina Veterinária, não só pela promoção do bem-estar dos animais, como de uma melhor recuperação da anestesia. O gato (Felis silvestris catus) é uma das espécies sobre as quais há um menor domínio do reconhecimento e do controlo da dor. Recentemente, foi desenvolvida a “Escala Multidimensional Composta Para Avaliação de Dor Aguda Pós-Cirúrgica em Gato”, que constitui uma nova ferramenta no maneio da dor felina. O presente estudo teve como objetivo a utilização da referida escala para comparar a eficácia de três protocolos analgésicos, administrados em gatas saudáveis (n=30), submetidas a ovariohisterectomia eletiva. Para efeitos de avaliação de dor peri-cirúrgica consideraram-se as pontuações de dor no pré-cirúrgico (T0) e às 1h (T1), 2h (T2), 3h (T3), 4h (T4), 24h (T24) e 48h (T48) após a recuperação anestésica. Os grupos de estudo – GR, GB e GRB – foram, respetivamente, pré-medicados com robenacoxib (SC, 2mg/Kg) (n=10), buprenorfina (EV, 0.02mg/Kg) (n=10) e a combinação de ambos os fármacos (n=10), 30-45 minutos antes da cirurgia. Durante o procedimento, monitorizaram-se variáveis fisiológicas, como a pressão arterial sistólica, a frequência cardíaca e a frequência respiratória. No pós-cirúrgico, pontuações de dor iguais ou superiores a 8, com avaliação clínica concordante, remetiam para analgesia de resgate (buprenorfina IM, 0,02mg/Kg). A análise estatística foi realizada com o software SAS 9.3 (SAS Institute, 2004), com recurso à análise de variância “One Way ANOVA”, ao teste de comparação de médias, utilizando um teste t, e ao teste de qui-quadrado. Os resultados revelaram pontuações de dor mais elevadas no grupo GB, seguido do GR e, finalmente, do GRB. Quanto às analgesias de resgate, foram efetuadas em 2 gatas do grupo GR, 3 do grupo GB e 0 do grupo GRB. Ainda que não se tivesse encontrado diferença significativa entre os protocolos analgésicos, quando se analisaram as repetições das analgesias de resgate, verificou-se maior exigência das mesmas no grupo GB. Da análise das variáveis fisiológicas, retirou-se que apenas para a pressão arterial sistólica houve diferenças significativas entre grupos. Concluiu-se que a analgesia multimodal se mostrou mais eficiente, embora ambos os protocolos com robenacoxib se tenham mostrado eficazes. Podemos também referir que a presente escala de dor permitiu uma pontuação fidedigna e uma abordagem à dor póscirúrgica do gato bem-sucedida. |
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