Publicação
MitraClip in tricuspid regurgitation : current evidence
| Resumo: | A Regurgitação Tricúspide afeta 65-85% da população e está associada a um risco de mortalidade consideravelmente elevado. As opções terapêuticas disponíveis para doentes de alto risco cirúrgico são limitadas. O MitraClip, previamente aprovado para a regurgitação mitral, é um dispositivo percutâneo promissor em investigação para o tratamento desta patologia. A presente dissertação pretende elucidar sobre os desenvolvimentos no uso do MitraClip na Regurgitação Tricúspide, desde estudos em modelo ex-vivo até estudos de imagem e ensaios clínicos. Mais ainda, descreve também a técnica de colocação do MitraClip e aborda os estudos mais recentes com enfoque neste dispositivo. Os estudos descritos no presente trabalho sugerem que a implementação do MitraClip é viável, segura e duradoura até pelo menos 1 ano em doentes de alto risco cirúrgico, demonstrando benefícios clínicos persistentes no tempo, nomeadamente, a redução do grau de regurgitação tricúspide, redução na Classificação Funcional da New York Heart Association e melhoria no teste de marcha de 6 minutos. A sua implementação em doentes de alto risco cirúrgico, para além de motivar um remodelling cardíaco reverso positivo e de ser mais vantajosa que a terapêutica médica isolada, não está associada a efeitos adversos cardíacos major. Não foram encontradas diferenças significativas no uso do MitraClip em abordagens isoladas à válvula tricúspide e em abordagens combinadas com correção de patologia mitral. Menores coaptation gaps e localização não central/antero-septal do jato de regurgitação foram identificados como preditores de sucesso do procedimento. Valores elevados de tenting area e de EROA foram definidos como preditores ecocardiográficos de insucesso. Indivíduos com o diagnóstico de Hipertensão Pulmonar confirmado invasivamente e por ecocardiografia apresentam valores de event-free survival time sobreponíveis aos de indivíduos sem Hipertensão Pulmonar sugerindo o possível potencial terapêutico das intervenções percutâneas nestas populações e a necessidade de redefinição de critérios de exclusão em estudos futuros. |
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| Autores principais: | Carmali, Diogo Karim Hassam |
| Assunto: | MitraClip Regurgitação tricúspide Reparação percutânea da válvula tricúspide Cardiologia |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A Regurgitação Tricúspide afeta 65-85% da população e está associada a um risco de mortalidade consideravelmente elevado. As opções terapêuticas disponíveis para doentes de alto risco cirúrgico são limitadas. O MitraClip, previamente aprovado para a regurgitação mitral, é um dispositivo percutâneo promissor em investigação para o tratamento desta patologia. A presente dissertação pretende elucidar sobre os desenvolvimentos no uso do MitraClip na Regurgitação Tricúspide, desde estudos em modelo ex-vivo até estudos de imagem e ensaios clínicos. Mais ainda, descreve também a técnica de colocação do MitraClip e aborda os estudos mais recentes com enfoque neste dispositivo. Os estudos descritos no presente trabalho sugerem que a implementação do MitraClip é viável, segura e duradoura até pelo menos 1 ano em doentes de alto risco cirúrgico, demonstrando benefícios clínicos persistentes no tempo, nomeadamente, a redução do grau de regurgitação tricúspide, redução na Classificação Funcional da New York Heart Association e melhoria no teste de marcha de 6 minutos. A sua implementação em doentes de alto risco cirúrgico, para além de motivar um remodelling cardíaco reverso positivo e de ser mais vantajosa que a terapêutica médica isolada, não está associada a efeitos adversos cardíacos major. Não foram encontradas diferenças significativas no uso do MitraClip em abordagens isoladas à válvula tricúspide e em abordagens combinadas com correção de patologia mitral. Menores coaptation gaps e localização não central/antero-septal do jato de regurgitação foram identificados como preditores de sucesso do procedimento. Valores elevados de tenting area e de EROA foram definidos como preditores ecocardiográficos de insucesso. Indivíduos com o diagnóstico de Hipertensão Pulmonar confirmado invasivamente e por ecocardiografia apresentam valores de event-free survival time sobreponíveis aos de indivíduos sem Hipertensão Pulmonar sugerindo o possível potencial terapêutico das intervenções percutâneas nestas populações e a necessidade de redefinição de critérios de exclusão em estudos futuros. |
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