Publicação
Será a disbiose intestinal um fator de risco para o desenvolvimento de esquizofrenia?
| Resumo: | Existe cada vez mais evidência sobre a influência da microbiota intestinal nos processos de doença dos vários órgãos e sistemas. Na área da Psiquiatria, nomeadamente na Esquizofrenia, há cada vez maior evidência de que a disbiose, ou seja, a alteração da composição e função da microbiota, possa constituir um fator de risco importante para o seu desenvolvimento. A flora intestinal comensal desempenha um importante papel no neurodesenvolvimento, concretamente na maturação de estruturas como a amígdala, o córtex pré-frontal e hipocampo, além de influenciar a maturação do sistema imunitário, incluindo a microglia. Na presença de disbiose essa maturação encontra-se perturbada, traduzindo-se na modificação das estruturas cerebrais e das respostas inflamatórias a nível intestinal, sistémico e posteriormente do SNC, podendo estar associadas ao desenvolvimento de sintomas da doença. A microbiota exerce a sua influência sobre o SNC por várias vias, sendo as hipóteses, atualmente, mais aceites as Hipóteses associadas aos Neurotransmissores, a Hipótese da Membrana e a Hipótese Inflamatória. Apesar dos estudos não serem concordantes sobre que alterações microbianas poderão constituir fator de risco para Esquizofrenia, é consensual que algumas das espécies aparecem mais frequentemente alteradas e que efetivamente existe uma desregulação na homeostasia da relação com o hospedeiro. Sendo esta uma área de interesse futuro, começam a ser dados os primeiros passos na abordagem terapêutica à microbiota, com alguma evidência positiva sobre o uso de probióticos e a possibilidade de incluir prebióticos, transplantes fecais e outras opções no tratamento destes doentes. |
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| Autores principais: | Capela, Joana Brígida Conceição |
| Assunto: | Microbiota Esquizofrenia Microglia Inflamação Psiquiatria |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Existe cada vez mais evidência sobre a influência da microbiota intestinal nos processos de doença dos vários órgãos e sistemas. Na área da Psiquiatria, nomeadamente na Esquizofrenia, há cada vez maior evidência de que a disbiose, ou seja, a alteração da composição e função da microbiota, possa constituir um fator de risco importante para o seu desenvolvimento. A flora intestinal comensal desempenha um importante papel no neurodesenvolvimento, concretamente na maturação de estruturas como a amígdala, o córtex pré-frontal e hipocampo, além de influenciar a maturação do sistema imunitário, incluindo a microglia. Na presença de disbiose essa maturação encontra-se perturbada, traduzindo-se na modificação das estruturas cerebrais e das respostas inflamatórias a nível intestinal, sistémico e posteriormente do SNC, podendo estar associadas ao desenvolvimento de sintomas da doença. A microbiota exerce a sua influência sobre o SNC por várias vias, sendo as hipóteses, atualmente, mais aceites as Hipóteses associadas aos Neurotransmissores, a Hipótese da Membrana e a Hipótese Inflamatória. Apesar dos estudos não serem concordantes sobre que alterações microbianas poderão constituir fator de risco para Esquizofrenia, é consensual que algumas das espécies aparecem mais frequentemente alteradas e que efetivamente existe uma desregulação na homeostasia da relação com o hospedeiro. Sendo esta uma área de interesse futuro, começam a ser dados os primeiros passos na abordagem terapêutica à microbiota, com alguma evidência positiva sobre o uso de probióticos e a possibilidade de incluir prebióticos, transplantes fecais e outras opções no tratamento destes doentes. |
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