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Doença metabólica óssea da prematuridade

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Summary:A doença metabólica óssea da prematuridade (DMOP), anteriormente conhecida como osteopénia da prematuridade ou raquitismo da prematuridade, corresponde a uma condição clínica caracterizada por uma mineralização óssea insuficiente observada em recém-nascidos com antecedentes de prematuridade. Atualmente, a DMOP engloba os conceitos de osteopénia e raquitismo, sendo definida como uma condição na qual se verifica uma diminuição do conteúdo mineral ósseo relativamente ao nível esperado encontrado num feto ou recém-nascido de tamanho ou idade gestacional comparável, combinado com alterações bioquímicas e/ou imagiológicas. Estima-se que afete 23% dos recém-nascidos com muito baixo peso e 55% dos recém-nascidos com extremo baixo peso. A sua prevalência tem aumentado nas últimas décadas principalmente graças ao aumento da taxa de sobrevivência dos recém-nascidos pré-termo devido à melhoria dos cuidados de saúde. Nos dias de hoje, o principal fator etiológico responsável pela doença aparenta ser défices minerais de cálcio e fósforo. A principal manifestação clínica é o desenvolvimento de fraturas ósseas. Adicionalmente, a DMOP encontra-se associada a retinopatia da prematuridade, craniotabes, ausência de evolução de crescimento longitudinal e do perímetro cefálico, fontanela anterior alargada, dependência prolongada de ventilador, insuficiência renal e alargamento das metáfises dos punhos e joelhos. Atualmente, existe falta de consenso entre as várias sociedades médicas relativamente ao rastreio, diagnóstico, tratamento e prevenção de DMOP. A escolha dos casos para rastreio é feita com base na existência de fatores de risco. São propostos como testes de rastreio a medição sérica de cálcio, fósforo, fosfatase alcalina, PTH e excreção urinária de cálcio e fósforo. O principal objetivo terapêutico passa pela otimização da nutrição, com suplementação mineral adequada. Com a realização deste trabalho procurou-se efetuar uma revisão da literatura referente à DMOP, nomeadamente a sua definição, incidência e prevalência, etiopatogénese, manifestações clínicas, rastreio, diagnóstico, tratamento e monitorização.
Main Authors:Pina, Henrique José da Costa
Subject:Doença metabólica óssea da prematuridade Osteopénia Raquitismo Prematuridade Pediatria
Year:2019
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:restricted access
Associated institution:Universidade de Lisboa
Language:Portuguese
Origin:Repositório da Universidade de Lisboa
Description
Summary:A doença metabólica óssea da prematuridade (DMOP), anteriormente conhecida como osteopénia da prematuridade ou raquitismo da prematuridade, corresponde a uma condição clínica caracterizada por uma mineralização óssea insuficiente observada em recém-nascidos com antecedentes de prematuridade. Atualmente, a DMOP engloba os conceitos de osteopénia e raquitismo, sendo definida como uma condição na qual se verifica uma diminuição do conteúdo mineral ósseo relativamente ao nível esperado encontrado num feto ou recém-nascido de tamanho ou idade gestacional comparável, combinado com alterações bioquímicas e/ou imagiológicas. Estima-se que afete 23% dos recém-nascidos com muito baixo peso e 55% dos recém-nascidos com extremo baixo peso. A sua prevalência tem aumentado nas últimas décadas principalmente graças ao aumento da taxa de sobrevivência dos recém-nascidos pré-termo devido à melhoria dos cuidados de saúde. Nos dias de hoje, o principal fator etiológico responsável pela doença aparenta ser défices minerais de cálcio e fósforo. A principal manifestação clínica é o desenvolvimento de fraturas ósseas. Adicionalmente, a DMOP encontra-se associada a retinopatia da prematuridade, craniotabes, ausência de evolução de crescimento longitudinal e do perímetro cefálico, fontanela anterior alargada, dependência prolongada de ventilador, insuficiência renal e alargamento das metáfises dos punhos e joelhos. Atualmente, existe falta de consenso entre as várias sociedades médicas relativamente ao rastreio, diagnóstico, tratamento e prevenção de DMOP. A escolha dos casos para rastreio é feita com base na existência de fatores de risco. São propostos como testes de rastreio a medição sérica de cálcio, fósforo, fosfatase alcalina, PTH e excreção urinária de cálcio e fósforo. O principal objetivo terapêutico passa pela otimização da nutrição, com suplementação mineral adequada. Com a realização deste trabalho procurou-se efetuar uma revisão da literatura referente à DMOP, nomeadamente a sua definição, incidência e prevalência, etiopatogénese, manifestações clínicas, rastreio, diagnóstico, tratamento e monitorização.