Publicação
Liderança para autonomia "contratada": um estudo de caso
| Resumo: | O decreto nº 115-A/98, enquanto normativo regulador da autonomia das escolas, contemplava já a realização de contratos com o Ministério da Educação. No entanto, só recentemente é que os contratos de autonomia começam a ser uma realidade. Partindo de um quadro conceptual organizado em torno das áreas das políticas educativas e autonomia e da liderança escolar, realizou-se um estudo de caso com um duplo objectivo. Por um lado, examinar o modo como a liderança exercida na escola se reflecte no processo de candidatura aos contratos de autonomia. Por outro lado, identificar os contextos organizacionais da escola e caracterizar as lógicas de liderança emergentes durante esse processo. A análise do problema repartiu-se pelos seguintes as aspectos: (a) contextos e processos organizacionais; (b) lógicas de liderança na Escolada Vila; (c) factores de facilitação versus dificuldades no processo de candidatura ao contrato de autonomia; e (d) expectativas de autonomia. Recorreu-se a um estudo de caso, de natureza qualitativa interpretativa, por traduzir uma oportunidade de estudar o processo de candidatura à autonomia de uma escola EB2,3, sede de um Agrupamento Vertical, do concelho de Lisboa. Os dados foram recolhidos a partir de entrevistas, observação e análise documental. Os resultados permitiram confirmar, por um lado, o pressuposto de que é possível interpretar de diferentes formas as intervenções efectuadas na escola, face às medidas políticas enunciadas no DL115-A, e, por outro lado, mostrar que o estilo e a capacidade de liderança pessoal e colectiva da escola, se inspirada em lógicas de serviço público e de desenvolvimento da escola, pode tornar-se eficaz no sentido do envolvimento dos actores escolares no processo de construção de autonomia da escola. |
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| Autores principais: | Diogo , Teresa Maria Amaral Vaz Marcelino |
| Assunto: | Autonomia da escola Liderança escolar Políticas educativas Contrato de autonomia Lógicas de acção organizacional Teses de mestrado - 2007 |
| Ano: | 2007 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O decreto nº 115-A/98, enquanto normativo regulador da autonomia das escolas, contemplava já a realização de contratos com o Ministério da Educação. No entanto, só recentemente é que os contratos de autonomia começam a ser uma realidade. Partindo de um quadro conceptual organizado em torno das áreas das políticas educativas e autonomia e da liderança escolar, realizou-se um estudo de caso com um duplo objectivo. Por um lado, examinar o modo como a liderança exercida na escola se reflecte no processo de candidatura aos contratos de autonomia. Por outro lado, identificar os contextos organizacionais da escola e caracterizar as lógicas de liderança emergentes durante esse processo. A análise do problema repartiu-se pelos seguintes as aspectos: (a) contextos e processos organizacionais; (b) lógicas de liderança na Escolada Vila; (c) factores de facilitação versus dificuldades no processo de candidatura ao contrato de autonomia; e (d) expectativas de autonomia. Recorreu-se a um estudo de caso, de natureza qualitativa interpretativa, por traduzir uma oportunidade de estudar o processo de candidatura à autonomia de uma escola EB2,3, sede de um Agrupamento Vertical, do concelho de Lisboa. Os dados foram recolhidos a partir de entrevistas, observação e análise documental. Os resultados permitiram confirmar, por um lado, o pressuposto de que é possível interpretar de diferentes formas as intervenções efectuadas na escola, face às medidas políticas enunciadas no DL115-A, e, por outro lado, mostrar que o estilo e a capacidade de liderança pessoal e colectiva da escola, se inspirada em lógicas de serviço público e de desenvolvimento da escola, pode tornar-se eficaz no sentido do envolvimento dos actores escolares no processo de construção de autonomia da escola. |
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