Publicação
Infecções do tracto urinário no Litoral Alentejano : etiologia e susceptibilidade aos antimicrobianos
| Resumo: | RESUMO A infecção do tracto urinário (ITU) é considerada a segunda infecção mais comum na comunidade e a mais frequente entre as infecções associadas aos cuidados de saúde. A terapêutica empírica é a abordagem escolhida na maioria das situações, e, portanto, é importante o conhecimento da etiologia e perfis de susceptibilidade, de forma a instituir-se uma política de antimicrobianos a utilizar para uma dada região geográfica. O tratamento antimicrobiano inadequado destas infecções, devido à instituição de um protocolo terapêutico inadequado à população de uma dada região geográfica e/ou pela falta de dados relativamente a essa mesma região poderá levar ao aparecimento e disseminação de resistências, dificultando o seu tratamento e levando a um aumento significativo nas taxas de mortalidade, morbilidade, custos de tratamento e período de internamento. Com este trabalho pretendeu-se desenvolver um estudo que permitisse conhecer os agentes patogénicos implicados na etiologia das ITU numa área geográfica abrangida por uma unidade hospitalar recente (Hospital do Litoral Alentejano), procedendo a um levantamento e análise de dados etiológicos e de susceptibilidade aos antimicrobianos. Das 594 amostras processadas, 232 foram consideradas positivas. Destas, 115 foram classificadas como ITU associadas aos cuidados de saúde (ITUACS) e 117 como ITU da comunidade (ITUC). Ambas as populações são caracterizadas por uma idade superior a 50 anos, tendo a população entre 0 e 19 anos constituído um grupo à parte. Para todos os grupos de amostras, o agente etiológico mais frequentemente isolado foi E. coli. No entanto, para as ITUACS, outros agentes para além de E. coli foram mais frequentes e, para este grupo e para ITUC, predominaram no sexo masculino. Os valores de taxas de resistência aos antimicrobianos mais utilizados no tratamento deste tipo de infecções (nomeadamente fluoroquinolonas, betalactâmicos e trimetoprim-sulfametoxazol), são preocupantes e contrariam os indicados por outros estudos, urgindo a sua correcção e vigilância. |
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| Autores principais: | Teixeira, Sofia Isabel Capela, 1983- |
| Assunto: | Etiologia Infecção do tracto urinário Susceptibilidade Resistência Terapêutica antimicrobiana Litoral Alentejano (Portugal) Teses de mestrado - 2010 |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | RESUMO A infecção do tracto urinário (ITU) é considerada a segunda infecção mais comum na comunidade e a mais frequente entre as infecções associadas aos cuidados de saúde. A terapêutica empírica é a abordagem escolhida na maioria das situações, e, portanto, é importante o conhecimento da etiologia e perfis de susceptibilidade, de forma a instituir-se uma política de antimicrobianos a utilizar para uma dada região geográfica. O tratamento antimicrobiano inadequado destas infecções, devido à instituição de um protocolo terapêutico inadequado à população de uma dada região geográfica e/ou pela falta de dados relativamente a essa mesma região poderá levar ao aparecimento e disseminação de resistências, dificultando o seu tratamento e levando a um aumento significativo nas taxas de mortalidade, morbilidade, custos de tratamento e período de internamento. Com este trabalho pretendeu-se desenvolver um estudo que permitisse conhecer os agentes patogénicos implicados na etiologia das ITU numa área geográfica abrangida por uma unidade hospitalar recente (Hospital do Litoral Alentejano), procedendo a um levantamento e análise de dados etiológicos e de susceptibilidade aos antimicrobianos. Das 594 amostras processadas, 232 foram consideradas positivas. Destas, 115 foram classificadas como ITU associadas aos cuidados de saúde (ITUACS) e 117 como ITU da comunidade (ITUC). Ambas as populações são caracterizadas por uma idade superior a 50 anos, tendo a população entre 0 e 19 anos constituído um grupo à parte. Para todos os grupos de amostras, o agente etiológico mais frequentemente isolado foi E. coli. No entanto, para as ITUACS, outros agentes para além de E. coli foram mais frequentes e, para este grupo e para ITUC, predominaram no sexo masculino. Os valores de taxas de resistência aos antimicrobianos mais utilizados no tratamento deste tipo de infecções (nomeadamente fluoroquinolonas, betalactâmicos e trimetoprim-sulfametoxazol), são preocupantes e contrariam os indicados por outros estudos, urgindo a sua correcção e vigilância. |
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