Publicação

As superbactérias e a ameaça global da resistência a antibióticos

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Este trabalho começa por explicitar a origem das bactérias, sendo que dá uma noção destas, assim como analisa a sua morfologia, estrutura, reprodução, crescimento e transferência de genes. Como meio de combate às bactérias surgem os antibióticos, pelo que é fundamental que a monografia aborde esta classe de medicamentos. Os antibióticos são substâncias químicas produzidas por organismos vivos e interferem nos processos metabólicos que inibem o crescimento, afetam a multiplicação ou matam micróbios, ajudando a combater as infeções. Em 2017, a Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou uma lista de prioridades globais de bactérias resistentes a antibióticos, sendo que as denominou de superbactérias. As bactérias enunciadas nesta lista encontram-se classificadas em três grupos de acordo com a sua prioridade: crítica, alta e média. As espécies que têm necessidade crítica na inovação dos antibióticos são a Acinetobacter baumannii, a Pseudomonas aeruginosa e a Enterobacteriaceae. A Enterococcus faecium, a Helicobacter pylori, a Salmonella species, a Staphylococcus aureus, a Campylobacter species e a Neisseria gonorrhoeae têm alta prioridade na inovação de antibióticos clinicamente eficazes. Finalmente, as espécies que têm prioridade média na lista de preocupações da OMS são a Streptococcus pneumoniae, a Haemophilus influenzae e a Shigella species. Atualmente, estamos perante um elevado e inadequado consumo de antibióticos, o que origina uma adaptação por parte das bactérias. As superbactérias e a sua resistência aos antimicrobianos (RAM) representam um desafio significativo global, incluindo as vertentes da saúde e socioeconómica e a vertente ambiental, sendo que incide mais significativamente nos países em desenvolvimento e nos países em vias de desenvolvimento. A luta contra esta ameaça exige uma abordagem multifacetada, envolvendo governos, profissionais de saúde, indústria farmacêutica e a comunidade em geral. A implementação de medidas de prevenção e de resposta são fundamentais para preservar a eficácia dos antibióticos. Por outro lado, o papel do farmacêutico também é de extrema relevância, já que este é o último a entrar em contacto com os doentes, pelo que deve reforçar a informação previamente transmitida e alertar para os potenciais riscos da automedicação.
Autores principais:Sá, Mariana Corrêa Henriques Baptista de
Assunto:Superbactérias Antibióticos Bactéria Resistência antimicrobiana Mestrado Integrado - 2023
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este trabalho começa por explicitar a origem das bactérias, sendo que dá uma noção destas, assim como analisa a sua morfologia, estrutura, reprodução, crescimento e transferência de genes. Como meio de combate às bactérias surgem os antibióticos, pelo que é fundamental que a monografia aborde esta classe de medicamentos. Os antibióticos são substâncias químicas produzidas por organismos vivos e interferem nos processos metabólicos que inibem o crescimento, afetam a multiplicação ou matam micróbios, ajudando a combater as infeções. Em 2017, a Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou uma lista de prioridades globais de bactérias resistentes a antibióticos, sendo que as denominou de superbactérias. As bactérias enunciadas nesta lista encontram-se classificadas em três grupos de acordo com a sua prioridade: crítica, alta e média. As espécies que têm necessidade crítica na inovação dos antibióticos são a Acinetobacter baumannii, a Pseudomonas aeruginosa e a Enterobacteriaceae. A Enterococcus faecium, a Helicobacter pylori, a Salmonella species, a Staphylococcus aureus, a Campylobacter species e a Neisseria gonorrhoeae têm alta prioridade na inovação de antibióticos clinicamente eficazes. Finalmente, as espécies que têm prioridade média na lista de preocupações da OMS são a Streptococcus pneumoniae, a Haemophilus influenzae e a Shigella species. Atualmente, estamos perante um elevado e inadequado consumo de antibióticos, o que origina uma adaptação por parte das bactérias. As superbactérias e a sua resistência aos antimicrobianos (RAM) representam um desafio significativo global, incluindo as vertentes da saúde e socioeconómica e a vertente ambiental, sendo que incide mais significativamente nos países em desenvolvimento e nos países em vias de desenvolvimento. A luta contra esta ameaça exige uma abordagem multifacetada, envolvendo governos, profissionais de saúde, indústria farmacêutica e a comunidade em geral. A implementação de medidas de prevenção e de resposta são fundamentais para preservar a eficácia dos antibióticos. Por outro lado, o papel do farmacêutico também é de extrema relevância, já que este é o último a entrar em contacto com os doentes, pelo que deve reforçar a informação previamente transmitida e alertar para os potenciais riscos da automedicação.