Publicação
Estilos de vida familiar e peso excessivo na criança em idade pré-escolar:implicações para a enfermagem
| Resumo: | O aumento da prevalência do peso excessivo sugere que, apesar da sua etiologia multifactorial, esteja relacionado com determinados estilos de vida. Este estudo observacional, transversal, descritivo desenvolveu-se em duas partes. Parte I, quantitativa, permitiu: conhecer a prevalência do peso excessivo (CDC, 2000) das crianças em idade pré-escolar da Beira Interior Sul; caracterizar as famílias, hábitos alimentares (Questionário de Frequência Alimentar) e de actividade física (Baecke Physical Activity Questionnaire); identificar relações significativas. Verificou-se prevalência elevada de peso excessivo (27,72%) e obesidade (12,06%), superior no sexo feminino e em famílias de nível sócio-económico mais baixo. A actividade física dos pais é mais intensa no contexto de trabalho do que nos tempos livres. Os pais das crianças obesas têm práticas desportivas menos intensas. O consumo de lacticínios com teor de gordura reduzida é significativamente maior nas famílias das crianças com pré-obesidade, face àquelas com crianças de peso normal. Sobressaiu um padrão familiar em que hábitos alimentares com consumo de produtos com teor de gordura reduzida, sopas, legumes, frutas e pão, está associado a níveis de escolaridade mais elevados e práticas de actividade física (desporto) mais intensa. Parte II, qualitativa, tornou possível apreender o sentido da vivência da parentalidade com a criança obesa e a explicitação do processo de transição a partir da análise de conteúdo dos discursos das mães, subsidiada pela Teoria das Transições de Meleis. A atitude adoptada, na dependência da consciencialização sobre o problema obesidade e percepção como modelo comportamental dos filhos, reflecte a intensidade do envolvimento no processo de transição, isto é, assumir a responsabilidade parental integrando as mudanças de estilo de vida necessárias à redução do peso excessivo na criança, num processo de transição saudável. Este saber poderá (re)construir o conhecimento de enfermagem para ajudar as famílias a construir ambientes favorecedores do crescimento/ desenvolvimento feliz e saudável da criança. |
|---|---|
| Autores principais: | Duarte, Maria Emília Bengala, 1956- |
| Assunto: | Hábitos alimentares Crianças em idade pré-escolar Actividade física Peso corporal Obesidade Responsabilidade dos pais Teses de doutoramento - 2012 |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O aumento da prevalência do peso excessivo sugere que, apesar da sua etiologia multifactorial, esteja relacionado com determinados estilos de vida. Este estudo observacional, transversal, descritivo desenvolveu-se em duas partes. Parte I, quantitativa, permitiu: conhecer a prevalência do peso excessivo (CDC, 2000) das crianças em idade pré-escolar da Beira Interior Sul; caracterizar as famílias, hábitos alimentares (Questionário de Frequência Alimentar) e de actividade física (Baecke Physical Activity Questionnaire); identificar relações significativas. Verificou-se prevalência elevada de peso excessivo (27,72%) e obesidade (12,06%), superior no sexo feminino e em famílias de nível sócio-económico mais baixo. A actividade física dos pais é mais intensa no contexto de trabalho do que nos tempos livres. Os pais das crianças obesas têm práticas desportivas menos intensas. O consumo de lacticínios com teor de gordura reduzida é significativamente maior nas famílias das crianças com pré-obesidade, face àquelas com crianças de peso normal. Sobressaiu um padrão familiar em que hábitos alimentares com consumo de produtos com teor de gordura reduzida, sopas, legumes, frutas e pão, está associado a níveis de escolaridade mais elevados e práticas de actividade física (desporto) mais intensa. Parte II, qualitativa, tornou possível apreender o sentido da vivência da parentalidade com a criança obesa e a explicitação do processo de transição a partir da análise de conteúdo dos discursos das mães, subsidiada pela Teoria das Transições de Meleis. A atitude adoptada, na dependência da consciencialização sobre o problema obesidade e percepção como modelo comportamental dos filhos, reflecte a intensidade do envolvimento no processo de transição, isto é, assumir a responsabilidade parental integrando as mudanças de estilo de vida necessárias à redução do peso excessivo na criança, num processo de transição saudável. Este saber poderá (re)construir o conhecimento de enfermagem para ajudar as famílias a construir ambientes favorecedores do crescimento/ desenvolvimento feliz e saudável da criança. |
|---|